Acusados de chacina em Marechal são condenados a mais de 90 anos de prisão
Denúncia aponta que as mortes foram cometidas por motivo torpe e sem possibilidade de defesa

Quatro jovens foram assassinados em uma chacina registrada em maio de 2020, em Marechal Deodoro, caso que teve desfecho judicial nesta sexta-feira (24), com a condenação dos acusados pelo Tribunal do Júri.
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O julgamento ocorreu na 1ª Vara da Comarca do município, onde o Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor Rodrigo Lavor, sustentou a acusação que resultou na condenação de Genesson Fortunato da Silva e Max Welece dos Santos Silva.
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Genesson foi condenado a 14 anos e três meses de prisão, com redução de seis anos pelo tempo já cumprido, restando pena de nove anos e nove meses. Ele foi preso poucos dias após o crime, chegou a ser solto em fevereiro de 2021 e voltou ao sistema prisional em março de 2022, onde permaneceu até o julgamento. Conforme a acusação, ele foi o executor de uma das vítimas.
Já Max Welece, que está foragido há três anos, recebeu a maior pena: 76 anos de reclusão, em regime fechado, com manutenção do mandado de prisão preventiva. De acordo com os autos, ele teria planejado o crime, convidado o comparsa e fornecido a arma utilizada.


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A pena aplicada a Max considerou a soma das condenações pelos homicídios, conforme previsto no Código Penal.
As vítimas foram Kleysila Kaylane dos Santos, de 17 anos; Bruna Evelyn dos Santos, de 16 anos; Carlos Daniel dos Santos Silva, de 18 anos; e José Carlos dos Santos, de 20 anos.
A denúncia aponta que os crimes foram cometidos por motivo torpe e sem possibilidade de defesa. Kleysila ainda chegou a ser socorrida ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas morreu cinco dias depois.
