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“Para parecer mais inteligente, às vezes preciso parecer menos bonita”, diz influenciadora ao usar óculos sem grau

Marina Smith afirma que desenvolveu ansiedade com excesso de cantadas em aplicativos e fez detox de redes após orientação terapêutica


				“Para parecer mais inteligente, às vezes preciso parecer menos bonita”, diz influenciadora ao usar óculos sem grau

A influenciadora paulistana Marina Smith, de 27 anos, afirma que um dos acessórios que leva na bolsa é um óculos sem grau, estratégia que utiliza quando quer ser levada mais a sério. Segundo ela, em diferentes situações, recorre ao item para parecer menos bonita e, assim, chamar mais atenção pelo que fala e transmitir uma imagem mais inteligente.

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A decisão de adotar o acessório surgiu após perceber uma mudança clara na forma como era tratada em diferentes situações. “Eu comecei a reparar que, quando estou mais arrumada ou mais bonita, as pessoas prestam menos atenção no que eu falo. Parece que a aparência distrai ou faz com que não me levem tão a sério. Quando coloco óculos, isso muda. Fico mais ‘apagada’ visualmente e, automaticamente, as pessoas escutam mais e me enxergam como mais inteligente”, afirma.

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Ao falar sobre o tema, ela diz que percebe esse comportamento principalmente na forma como homens reagem à sua presença. “Com homem hétero isso fica muito claro. Quando você está muito produzida, parece que eles não estão interessados no que você está falando, só na sua aparência. Quando eu fico mais ‘neutra’, com óculos, muda completamente. Já me ajudou em várias situações, principalmente para ser ouvida de verdade e não só observada”, diz.

Ao aprofundar o tema, ela afirma que esse tipo de comportamento também se repete nas redes sociais e aplicativos de relacionamento. “Nos aplicativos isso fica ainda mais evidente. Quando você aparece muito produzida, parece que a conversa nunca passa da superfície. Vira só cantada, abordagem rasa, ninguém presta atenção no que você fala”, afirma.

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Segundo ela, o volume constante de interações acabou gerando um desgaste que foi além do incômodo momentâneo. “É mensagem o tempo todo, cantada, abordagem insistente. Chega uma hora que você não quer mais responder, mas também sente que precisa estar ali. Vira uma cobrança”, diz.

Ela relata que, com o tempo, passou a desenvolver um quadro de FOMO, associado à pressão das interações digitais. “Eu comecei a sentir que estava perdendo alguma coisa se não estivesse online, se não respondesse. Mesmo cansada, parecia que eu precisava estar disponível o tempo inteiro”, afirma.

Diante desse cenário, Marina afirma que buscou ajuda profissional e recebeu a orientação de se afastar das plataformas. “Minha terapeuta foi bem direta comigo, disse que eu precisava me desconectar. Fiz um detox completo, parei de usar redes sociais e aplicativos de relacionamento por algumas semanas para conseguir me reorganizar”, diz.

Segundo ela, o afastamento foi essencial para retomar o controle sobre a própria rotina. “No começo é estranho, parece que você está por fora de tudo. Mas depois você percebe o quanto aquilo estava te consumindo. Foi necessário para eu entender meus limites e voltar a usar essas plataformas de forma mais consciente”, conclui.

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