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CRB empatou na abertura da série B.

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CRB entende o jogo, não amplia e reage no fim


				CRB entende o jogo, não amplia e reage no fim
CRB empatou na abertura da série B.. (Foto: Divulgação/CRB)

O empate em Goiânia precisa ser lido além do placar. O ponto fora de casa tem valor. Mas o contexto do jogo mostra que o CRB teve controle, criou a chance de ampliar e deixou escapar a oportunidade de sair com mais na estreia.

O início foi de inteligência. O CRB entendeu a marcação individual do Vila Nova sobre seus meias, ajustou a circulação e passou a encontrar melhor os atacantes. Quando resolveu esse problema, passou a comandar o jogo. Mikael fez o gol, o time controlava ações ofensivas e defensivas e teve com o próprio Mikael a chance clara do 2 a 0. O domínio no lance falhou, a jogada morreu e ali o CRB perdeu a oportunidade de machucar mais um adversário que já mostrava instabilidade.

O Vila voltou do intervalo com três mudanças e outra intensidade. Logo no começo, Rayan recebeu com liberdade pela direita, cruzou, Bressan hesitou e Dellatorre empatou. O ambiente mudou. O Vila cresceu, a pressão aumentou e o CRB passou a perder duelos. Na bola parada, repetiu um problema que já havia aparecido, espaço no segundo pau entre Bressan e Hereda, e veio a virada.


				CRB entende o jogo, não amplia e reage no fim
Geovanne entrou muito bem no jogo e facilitou a circulação da bola com rapidez.. (Foto: Divulgação/CRB)

Barroca respondeu com três trocas de uma vez, Mikael, Baggio e Danielzinho saíram para as entradas de Barata, Estrella e Luís Phellipe. As mudanças renovaram o fôlego, sobretudo com Estrella, mas o time ainda não mostrava evolução clara. Luís Phellipe pouco acrescentou, e o CRB seguia sem conseguir retomar o controle técnico da partida.

A mudança mais forte no roteiro veio na expulsão do zagueiro Romano sofrida pelo Vila após falta em Dadá Belmonte. Com um a mais, o jogo mudou de lado. Barroca colocou Geovanne e Guilherme Pato, e aí sim o CRB ganhou fluidez, empurrou o Vila para trás e passou a circular a bola com muito mais velocidade. Geovanne foi determinante nesse processo e ajudou a aproximar Estrella da área.

O detalhe que ampliou ainda mais o cenário foi o protocolo de concussão, que abriu espaço para a sexta substituição. Barroca aproveitou, colocou mais um centroavante, passou a ter dois 9 na área e foi coroado no fim com o protagonismo do banco. Cruzamento de Barata, domínio e finalização de Estrella, rebote de Hélton e João Neto empurrando para dentro aos 53 minutos.

Gol que valeu o ponto e manteve a invencibilidade regatiana, que já dura desde 7 de fevereiro, quando perdeu para o Coruripe no Estadual.

O jogo também deixa um aviso importante. Dadá ainda é o extremo que oferece algo diferente pelos lados. Os demais precisam crescer em desequilíbrio, profundidade e agressividade ofensiva. Na defesa, o CRB voltou a ser punido em lances que já cobravam correção.

No fim, o empate foi justo. Mas a estreia também deixa uma lição bem clara: em Série B, quando o jogo se apresenta para ser controlado e ampliado, desperdiçar esse momento costuma custar caro.