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PC identifica 5 suspeitos de matar jovem por engano após vídeo com menção a facção

José Thiago foi assassinado a tiros no bairro do Jacintinho


				PC identifica 5 suspeitos de matar jovem por engano após vídeo com menção a facção
Polícia identifica cinco suspeitos de matar jovem por engano após vídeo com menção a facção. — Foto: Acervo pessoal

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) já identificou pelo menos cinco criminosos apontados como responsáveis pela morte de José Thiago Chagas Bezerra, de 19 anos, assassinado a tiros no bairro Jacintinho, em Maceió. A principal linha de investigação confirma que o jovem foi morto por engano.

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De acordo com o delegado Arthur César, responsável pelo caso, não há qualquer indício de envolvimento da vítima ou da pessoa que gravou o vídeo com atividades ilícitas.

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“A gente sabe quem é ele, que não tem envolvimento com crimes e seria a vítima querida desse homicídio, mas infelizmente outra pessoa veio a óbito. É um crime por motivo fútil, banal, de um vídeo feito num momento de descontração”, afirmou o delegado.

A investigação aponta que Thiago foi confundido com outro rapaz que teria gravado um vídeo, na noite anterior ao crime, no mesmo bar onde a vítima estava. No vídeo, o homem faz suposta menção a uma facção criminosa.

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“Aquela área da cidade é conhecida como ponto de tráfico intenso. Na noite anterior, uma pessoa tinha feito esse vídeo e, na madrugada seguinte, a vítima foi confundida com a pessoa do vídeo e foi assassinada. Eles eram muito parecidos”, explicou Arthur César.

Segundo a polícia, não há dúvidas de que o crime foi cometido por integrantes de uma facção que atua na região das Piabas, no Jacintinho.

“Não temos dúvida de que o crime foi praticado por integrantes de uma facção que domina a região de Piabas. São pessoas conhecidas de outras investigações”, destacou o delegado.

Imagens de câmeras de segurança já estão em poder da polícia. Embora não ajudem diretamente na identificação dos suspeitos, devem contribuir para esclarecer a dinâmica da execução e o número de envolvidos. “Um crime dessa monta tem olheiros, a pessoa que dá fuga. Temos pelo menos cinco pessoas identificadas”, reforçou.

O delegado também fez um alerta sobre a banalização de símbolos associados a facções criminosas.

“70% a 80% dos homicídios são por conta de facção criminosa. Então você tira uma foto fazendo o número dois ou três; para você pode significar algo banal, mas para quem está nesse meio, pode ser sua sentença de morte”, alertou.

Thiago trabalhava em uma farmácia e havia sido aprovado em concurso público para fuzileiro naval. Segundo testemunhas, ele foi surpreendido por um homem com o rosto coberto, que se aproximou e efetuou os disparos.

A Polícia Civil segue com as diligências para localizar e prender os suspeitos já identificados.

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