Taylor Swift lança 'The Life of a Showgirl' em retorno ao pop
Álbum mistura canções românticas para Travis Kelce, indiretas contra rivais e reflexões sobre fama. Cantora abandona folk introspectivo em disco com bons grooves. Leia análise

O décimo segundo álbum da Taylor Swift é uma volta ao pop. A cantora americana queria um retorno ao som que fazia nos anos 2000 e, claro, uma fuga do folk introspectivo de discos anteriores como "The Tortured Poets Department" e "Folklore".
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Esta retomada de parceria com os produtores suecos Max Martin e Shellback acaba gerando bons pop rock cheios de groove e com alguma maturidade.
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Faz sentido: Taylor não tem mais 22 anos, não canta mais sobre garotos problema, não precisa mais ficar repetindo "shake it off" para deixar claro que não está nem aí para o que os outros pensam. Taylor Alison Swift é uma mulher de 35 anos, apaixonada, noiva, mas ainda cheia de indiretas para quem ela não gosta.
“The Life of a Showgirl” tem as melhores e mais honestas letras da carreira, com imagens bem pensadas e versos de amor que parecem sinceros, obviamente inspirados pela relação com o jogador de futebol americano Travis Kelce. Taylor parece que está mais preocupada com os versos que vai cantar. E menos preocupada com a imagem que vai construir de si mesma.


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Temos aqui o que passa na cabeça de uma das maiores popstars do mundo quando ela acaba seus shows e repousa em sua banheira, momento que estampa a capa do disco e amarra todo o conceito do álbum.
Então, é natural esse desprendimento provocar versos tarados bobinhos do tipo “seu amor me fez abrir as coxas” e “A maldição sobre mim foi quebrada pela sua varinha mágica”.
É igualmente compreensível também que gere indiretas não tão indiretas assim, como chamar sua antagonista de "mini chihuahua latindo dentro de uma mini bolsa".
A achincalhada da vez é Charli XCX, cantora que teria zombado de Taylor na letra de "Sympathy is a Knife" e a chamado de "Barbie cheia de tédio". O ódio de Taylor é transformado na melhor canção do disco, "Actually Romantic".
Mas além de amor e de tretas, Taylor também aproveita seus banhos relaxantes para pensar em fama, consumismo, Shakespeare, ícones de Hollywood. Só que nada aqui é tão bem amarrado, a unidade só vem daquela mesma ideia: tudo isso aí passou pela cabeça de cachinhos dourados de Taylor, aceite.
E talvez seja isso que a gente tenha que fazer mesmo, aceitar. “The Life of a Showgirl” com certeza não entra no top 3 de melhores álbuns da carreira de Taylor. E não é com esse disco que ela vai conquistar novos fãs. Mas será que ela precisa?
