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Casal é preso em Alagoas por sequestro de caminhoneiros em SP

Investigação revelou uso de aplicativo de fretes para atrair vítimas e exigir resgates


				Casal é preso em Alagoas por sequestro de caminhoneiros em SP
Casal é preso em Alagoas por sequestro de caminhoneiros em SP. Assessoria

A Polícia Civil (PC) prendeu, nessa terça-feira (19), um casal investigado por extorsão mediante sequestro em um esquema que utilizava tecnologia e armadilhas digitais para atrair vítimas. A operação foi coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO/AL) e aconteceu na cidade de Igaci, em Alagoas.

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Segundo as investigações, iniciadas pela Seção Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo, o principal investigado — com extensa ficha criminal e antiga ligação com uma facção criminosa — usava a plataforma de fretes "Fretebras" para entrar em contato com caminhoneiros.

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Após negociar supostos carregamentos, ele convencia as vítimas a se dirigirem a endereços predefinidos em São Paulo, onde eram rendidas por comparsas armados e mantidas em cativeiro.

Durante o sequestro, os criminosos exigiam pagamentos em dinheiro para a liberação das vítimas. Em um dos casos apurados, a vítima teve que pagar R$ 25 mil para ser libertada.

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A companheira do investigado também foi presa. De acordo com a polícia, ela prestava suporte logístico a partir de Alagoas, permitindo que o casal mantivesse a prática criminosa em diferentes episódios. Ambos foram presos em Igaci, ele com 36 anos e ela com 31.

Paralelamente, a Polícia Civil de São Paulo prendeu outros dois integrantes da organização criminosa: um responsável por receber o dinheiro dos resgates e outro que atuava como "laranja", movimentando os valores e mantendo contato direto com o líder do grupo.

“Trata-se de uma investigação complexa, que mostra como a criminalidade vem usando ferramentas digitais para atrair vítimas. A integração entre as Polícias de Alagoas e São Paulo foi essencial para o sucesso da operação e a prisão dos envolvidos”, afirmou o delegado João Marcello, responsável pela Seção Antissequestro da DRACCO.

Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados ao sistema prisional e deverão ser recambiados para o Estado de São Paulo, onde ficarão à disposição da Justiça. As investigações seguem em curso para identificar novos envolvidos e possíveis vítimas do esquema.

*Com assessoria

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