Homem morto em posto de combustíveis participou de atentado em casa de shows na Santa Lúcia
João Victor foi reconhecido como autor de ataque a tiros; polícia acredita em acerto de contas

Jobison Barros
20/08/2025 às 12:07 • Atualizada em 20/08/2025 às 12:20 - há XX semanas
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João Victor Moraes Lima, de 32 anos, foi executado com pelo menos 14 tiros à queima-roupa dentro de uma caminhonete na noite dessa terça-feira (19), em um posto de combustíveis no bairro Serraria, parte alta de Maceió.
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De acordo com a Polícia Civil de Alagoas (PCAL), João Victor era o mesmo homem apontado como autor do atentado ocorrido em 2022, durante uma festa em uma casa de shows no bairro Santa Lúcia, que terminou com um morto e dois feridos.
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A execução desta semana, segundo os investigadores, pode ter sido motivada por vingança. O delegado Sidney Tenório, diretor da Diretoria de Polícia Judiciária 1 (DPJ1), disse não haver dúvidas de que João Victor foi o alvo do ataque.
“Ele estava dentro de uma caminhonete S10 e recebeu 14 disparos de arma de fogo, todos direcionados a ele. Nenhum tiro atingiu o carro. Isso mostra o nível de precisão e a intenção dos atiradores”, afirmou.


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No veículo estavam outras duas pessoas: um homem de 27 anos, que foi baleado no braço e levado ao hospital, e um adolescente de 17 anos, que conseguiu se esconder atrás do banco e saiu ileso. A polícia já identificou os dois sobreviventes, e o menor prestou depoimento com detalhes da dinâmica do ataque.
Segundo o relato inicial, o grupo havia marcado um encontro no posto de combustíveis para negociar um veículo. Nesse momento, criminosos armados chegaram em um carro prata e abriram fogo contra João Victor. As imagens de câmeras de segurança já foram solicitadas para análise.

A delegada Camilla Chacon, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está à frente das investigações. A polícia também apreendeu o celular da vítima, que será periciado, e ouviu familiares — entre eles, o pai de João Victor, que esteve no local ainda abalado.
Além do histórico criminal da vítima, a polícia reforça que o envolvimento no ataque de 2022, que teve ampla repercussão à época, pode ter sido o estopim para o assassinato.
“É um caso com muitos elementos. O passado da vítima, a forma como foi atraída para o local e a execução com tamanha precisão indicam crime premeditado e com possível motivação de vingança”, concluiu o delegado Tenório.
A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o crime pode ser repassada de forma anônima ao Disque-Denúncia, no número 181.