Casal quer criar Bloco D de concessão do saneamento com 27 municípios
Entre as cidades que podem compor o novo bloco está Arapiraca, a segunda maior de Alagoas

Jamylle Bezerra
24/03/2025 às 13:46 • Atualizada em 24/03/2025 às 14:48 - há XX semanas
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Presente ao Gazeta Summit Água, no painel “O desafio da universalização do saneamento no contexto do Marco Regulatório”, o diretor-presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Luiz Neto, falou sobre a reestruturação do órgão e a importância das concessões para universalizar o acesso ao saneamento básico. Para os próximos anos, ele ressaltou que a pretensão é que seja criado o Bloco D de concessão, que vai abranger os 27 municípios que hoje não são atendidos por nenhuma das três empresas atuantes em Alagoas.
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“Por que conceder os serviços e fazer parcerias com a iniciativa privada? É muito importante que a população saiba que a decisão de fazer, que é um dos grandes imbróglios existentes hoje em alguns estados brasileiros, parte muito da avaliação de necessidade de investimento em um curto período. A população não pode e não deve ser penalizada pela incapacidade do Estado de prover água e esgoto nas residências”, afirmou Luiz Neto.
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Ele ressaltou que garantir o acesso da população a serviços básicos, com a melhor qualidade possível, é algo muito forte dentro do Governo de Alagoas e, por isso, os investimentos têm sido altos nesse sentido.
O diretor-presidente da Casal lembrou que o papel da Companhia junto às concessionárias, ao contrário do que muitos possam pensar, é essencial para uma boa oferta de saneamento e de abastecimento nos municípios alagoanos. Isso porque a Casal vem funcionando como um hub da estrutura, que é composta atualmente pelas concessionárias BRK, Águas do Sertão e Verde Alagoas. “Se a Casal não produz a água, o modelo não funciona”, pontua.


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Além disso, a Casal também continua prestando serviço diretamente para a população de 16 municípios do Estado, cuidando do saneamento e do abastecimento. “Para os próximos anos, teremos o Bloco D, com os vinte e sete municípios que ainda não aderiram aos três primeiros blocos. Entre eles, está Arapiraca”, falou.
Luiz Neto destacou ainda a parceria com o BNDES para a estruturação dos projetos da Casal e a busca de investidores para que as políticas de investimento e de gestão, além do parque operacional, possam ser modeladas para se adaptarem melhor à realidade atual.
Também como parte do painel “O desafio da universalização do saneamento no contexto do Marco Regulatório”, a presidente da Agência Reguladora de Serviços do Estado de Alagoas (Arsal) falou sobre o trabalho que vem sendo realizado com o objetivo de garantir o equilíbrio econômico e financeiro para que as concessões – de 35 anos – possam seguir firmes e trazendo benefícios para a população.
“Temos dificuldades diárias, mas estamos trabalhando e nos modernizando para que possamos dar conta da fiscalização desses contratos. Nós fiscalizamos as três concessionárias com base nos contratos, pois hoje o nosso papel é bem definido”, concluiu.