Justiça mantém prisão preventiva de ex-funcionário de construtora após audiência de custódia
Mesmo considerado de confiança na empresa, ele superfaturou folhas de pagamento e teria ficado com o dinheiro excedente

Regina Carvalho
07/02/2025 às 15:31 • Atualizada em 07/02/2025 às 17:06 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google

A Justiça decidiu, após audiência de custódia, manter a prisão preventiva do ex-funcionário de uma construtora, apontado pelo desvio milionário da empresa onde trabalhou por vários anos. O homem, de 41 anos, foi preso nesta sexta-feira (7), durante a Operação Proditio, da Polícia Civil de Alagoas
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Informações obtidas pela Gazeta apontam que o ex-funcionário trabalhava na construtora Lares Construções.
O ex-funcionário da construtora recebia cerca de R$ 3 mil de salário, mas adquiriu um carro de luxo avaliado em mais de R$ 1 milhão, chamando a atenção dos colegas da empresa, segundo informações da Polícia Civil.
Artigos Relacionados
Mesmo considerado de confiança na empresa, ele superfaturou folhas de pagamento e teria ficado com o dinheiro excedente, que era depositado na conta dele e de terceiros, o que leva a polícia a suspeitar da participação de mais pessoas no esquema. Ele confessou os desvios durante depoimento, mas disse que agia sozinho.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Durante a operação, dois carros de luxo foram apreendidos, sendo um de R$ 1 milhão e outro de R$ 400 mil. Além de investir o dinheiro desviado em veículos, o funcionário também mantinha uma vida de alto padrão, realizando reformas em casa e custeando confraternizações entre amigos.
De acordo com o delegado João Marcello, titular da Seção de Capturas da PC/AL da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o esquema foi descoberto pela própria construtora, após uma auditoria interna. A empresa, então, acionou a polícia, que assumiu o caso e conseguiu rastrear todos os desvios. A PC investiga se se tratava de uma Orcrim [Organização Criminosa] ou se ele agia de forma isolada.

