PF cumpre em SP mandado contra suspeito de aliciar criança de AL para pornografia infantil
Crime foi descoberto depois que familiares da vítima, de 10 anos, denunciaram caso à Polícia Federal

Carolina Sanches*
18/09/2024 às 12:16 • Atualizada em 18/09/2024 às 12:41 - há XX semanas
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A Polícia Federal (PF) deflagrou em Campinas, interior de São Paulo, nesta quarta-feira (18), a Operação “Face Oculta” com o objetivo de reprimir crime de natureza sexual praticado contra uma criança de 10 anos que mora em Alagoas. Foi cumprido mandado de busca e apreensão no endereço de um perfil suspeito de aliciar a vítima a gravar vídeos pornográficos e armazená-los.
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A operação contou com o apoio da Delegacia de Polícia Federal em Campinas, que cumpriu um mandado de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal em Alagoas, em uma cidade no interior do Estado de São Paulo, de onde era acessado um perfil falso usado para os crimes.
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Durante a busca foram apreendidos os smartphones utilizados pelos moradores da residência. A PF comunicou que esses equipamentos serão encaminhados aos peritos, com o objetivo de identificar elementos que apontem quem era o usuário do perfil falso.
As investigações tiveram início após o comparecimento dos pais da criança à Superintendência Regional de Polícia Federal em Alagoas para comunicar que um perfil de uma rede social havia entrado em contato com eles para alertar que seu(sua) filho(a) havia gravado e publicado vídeos sensuais em que aparecia despido(a) em uma plataforma de amplo acesso na internet.


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Instaurado o inquérito policial, a investigação apontou indícios de que a criança foi assediada sexualmente e constrangida a gravar esses vídeos por outro perfil de uma rede social. Esse tipo de ação criminosa é conhecida como “grooming”.
Ao investigar o perfil assediador, os policiais da Delegacia de Combate aos Crimes Cibernéticos da Polícia Federal em Alagoas perceberam se tratar de um perfil falso, no qual constavam fotos de um adolescente, mas que na verdade era utilizado por um adulto.
"É comum que abusadores sexuais infantis utilizem perfis falsos com fotos de crianças ou adolescentes com o objetivo de ganhar a confiança de suas vítimas. Após algumas conversas, as vítimas são convencidas a tirar fotos ou gravar vídeos sensuais e depois enviá-los ao assediador, sem saber que estão sendo enganadas. Caso a vítima não colabore, o abusador passa a constrangê-la, ameaçando seus familiares ou ameaçando publicar fotos ou vídeos anteriormente enviados pela criança em páginas abertas ou em redes sociais de conhecidos", diz a PF.
Segundo a polícia, o usuário do perfil abusador responderá pelos crimes previstos nos artigos 240, 241-A e 241-D, parágrafo único, II da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) e pelo crime de estupro de vulnerável previsto no artigo 217-A do Código Penal.
*Com informações da assessoria