Justiça mantém preso escultor acusado de matar 4 e jogar corpos das vítimas em poço
Magistrado considerou que Regivaldo, caso seja solto, pode cometer novos crimes

A Justiça de Alagoas decidiu manter preso o escultor Regivaldo da Silva Santos, acusado de assassinar quatro pessoas e ocultar os corpos dentro de um poço no sítio onde ele morava, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O crime ocorreu no dia 13 de abril e desde então o sergipano está preso.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A decisão de manter a prisão é do juiz Alberto de Almeida, proferida nessa terça-feira (23). O magistrado considerou que Regivaldo, também conhecido como Giba, caso seja solto, pode cometer novos crimes.
Leia também
Além disso, o juiz ressaltou que, supostamente, o escultor coagiu mais dois denunciados de ocultar os cadáveres.
“Vê-se […] necessidade de se assegurar a garantia da ordem pública, na medida em que o acusado, supostamente, praticou diversos crimes que atingem a paz social, bem como, se lavrado solto, o acusado poderá cometer novos delitos e gerar ainda mais perturbação social. Além do mais, consta nos autos que Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, supostamente, foram coagidos pelo denunciado a praticar os delitos”, afirma o magistrado.


🚨🚨 URGENTE 🚨🚨 Davi não comparece à luta com Rico, no Rancho do Maia #alagoas #tvgazeta

Renan projeta nova gestão com Lula e diz que Bolsonaro agiu contra Alagoas

Paulo Dantas critica PSDB e diz que servidores não sabiam quando receber

Luciano declara voto em Renan e Lira: “Senado não é para quem está começando”
Entenda o crime
As vítimas da chacina foram identificadas como Letícia da Silva Santos, de 20 anos (irmã de Lucas), Lucas da Silva Santos, de 15 anos (irmão de Letícia), Joselene de Souza Santos, de 17 anos (namorava Lucas), e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos (namorava Letícia).
As mortes dos quatro causaram repercussão em Arapiraca. Os corpos foram encontrados dentro de um poço. Foi preciso usar recursos do Corpo de Bombeiros para retirar os cadáveres.
No momento em que Regivaldo foi preso em flagrante, a polícia encontrou no imóvel acessório de arma de fogo de uso restrito sem autorização, além de cobras silvestres criadas em cativeiro sem a permissão dos órgãos competentes.
Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e reforçada pelo magistrado na decisão, Lucas da Silva e Erik Juan foram os primeiros a serem assassinados. Para ocultar esses crimes, ele matou, em seguida, Letícia da Silva e Joselene de Souza, mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.
Ainda de acordo com o MPE, com o apoio de Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, o Regivaldo ocultou os cadáveres das vítimas.
