"Falsa médica" diz à PC que atuava como nutróloga há nove anos
Mulher é investigada por atuar ilegalmente na medicina em um centro médico, no bairro da Jatiúca

Helenedja Oliveira, investigada por exercer ilegalmente a medicina em Alagoas, disse à Polícia Civil que atuava como nutróloga há nove anos. Ela chegou a ser conduzida para a delegacia, prestou depoimento e foi liberada, mas irá responder ao processo. O inquérito policial foi enviado à Justiça, nesta quarta-feira (17).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A mulher chegou a cobrar R$ 450 pela consulta em um consultório médico, instalado em um centro de saúde, no bairro da Jatiúca. Ela passava até duas horas atendendo paciente. Uma das pacientes, inclusive, relatou à TV Gazeta, que não desconfiou que estava se consultando com uma "falsa médica".
Leia também
Helenedja foi denunciada, inicialmente, por médicos ao Conselho Regional de Medicina (CRM). A entidade de classe afirma ter identificado que a mulher não é uma profissional da medicina e levou o caso à polícia.
"Ela disse que era médica e que trabalhava há nove anos como nutróloga e que tinha especialização em oncologia metabólica", relata a delegada do caso, Luci Mônica.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
A nutrologia é uma especialidade da medicina e, por isso, somente um médico pode exercê-la. O nutrólogo diagnostica, previne e trata doenças relacionadas à falta ou excesso de nutrientes, como a obesidade, diabetes e hipertensão arterial. .
A delegada Luci Mônica afirma que, após a denúncia do CRM, uma equipe de policiais foram ao local e também constataram o crime.
“Nossos policiais foram lá e constataram que ela realmente estava atuando. Cheguei a pedir diploma, foto, chegou a hora que eu não tinha mais o que pedir: ‘Me mostra uma foto de formatura, qualquer coisa que prove que a senhora de fato é médica'. Ela não tinha absolutamente nada para provar”, relatou a delegada Luci Mônica.
