Doenças invisíveis, diálogos necessários: a importância do Fevereiro Roxo na conscientização íntima
Fevereiro foi eleito o mês de conscientização de doenças como o Alzheimer, Fibromialgia e o Lúpus. Embora cada uma dessas condições tenha suas características peculiares, há semelhanças notáveis entre elas. Até o momento a cura não é conhecida, são mais comuns entre as mulheres, impactam significativamente a qualidade de vida dos seus portadores, levando também seus impactos para entorno familiar, social, profissional; principalmente quando não há um diagnóstico preciso e precoce, bem como atraso ou inadequação da instituição do tratamento. Almejando chamar atenção para a causa, o movimento Fevereiro roxo foi criado.
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A Fibromialgia é conhecida por causar dor crônica generalizada, sensibilidade muscular, fadiga extrema, alteração no sono, no humor. Já o Lúpus é uma doença autoimune que pode afetar várias partes do corpo, levando a comprometimentos desde os mais simples aos mais graves, caracterizado por inflamação, dores, fadiga, alterações neurológicas. A doença de Alzheimer por sua vez é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.
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Além dos desafios físicos e emocionais enfrentados pelos pacientes, muitas vezes, as medicações utilizadas no tratamento dessas doenças podem acarretar efeitos colaterais indesejados. Alguns exemplos são as disfunções pélvicas: como alterações urinárias, evacuatórias e sexuais. Por exemplo, alguns antidepressivos frequentemente prescritos para tratar sintomas associados à fibromialgia e ao lúpus podem afetar a libido e a função sexual, bem como podem promover alteração do hábito intestinal e urinário e consequentes disfunções.

A relação entre essas doenças e a saúde íntima é complexa. Os sinais e sintomas por vezes debilitantes e a alta carga medicamentosa podem ter um impacto significativo na qualidade de vida, afetando o bem-estar físico, emocional e a intimidade dos pacientes. É aí que a Fisioterapia Pélvica mais uma vez entra em cena.


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A Fisioterapia Pélvica é uma abordagem terapêutica especializada que visa melhorar a função das estruturas do assoalho pélvico, restabelecer as funções urinárias, evacuatórias e proporcionar uma vida sexual saudável. Ao fortalecer os músculos do assoalho pélvico e ensinar técnicas de relaxamento, além de interromper o ciclo da dor, a fisioterapia pode ajudar os pacientes a lidar com os desafios relacionados à saúde íntima.
Portanto, durante o mês de fevereiro e além, é essencial reconhecer não apenas as doenças em si, mas também os impactos que elas têm na saúde íntima e no bem-estar geral dos pacientes. A conscientização, o apoio e o acesso a tratamentos multidisciplinares, incluindo a Fisioterapia Pélvica, são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e promover a saúde integral dos portadores de Fibromialgia, Lúpus, Alzheimer e outras condições similares.
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
