Alagoana condenada por tráfico de mulheres é extraditada da Espanha
Investigação da PF aponta que ela participava de uma rede criminosa que ludibriava mulheres para exploração sexual em boates
Uma alagoana de 38 anos foi extraditada da Espanha para o Brasil nessa quinta-feira (21). Ela foi condenada a cinco anos e quatro meses de prisão em 2018 por tráfico internacional de pessoas, mas estava sendo procurada em todo o mundo, entrando na lista da Interpol.
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Sob escolta de policiais federais, ela desembarcou em Natal, no Aeroporto Internacional Aluízo Alves, onde foi recebida por uma equipe da Superintendência da PF no Rio Grande do Norte.
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A mulher, natural de Alagoas, tinha um mandado de prisão em aberto contra ela expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte. A condenação foi consequência de uma investigação iniciada em 2016, que culminou na Operação Cristal Vermelho.
Essa operação investigou uma rede criminosa que selecionava e ludibriava mulheres do Rio de Grande do Norte, inventando que elas ganhariam muito dinheiro trabalhando como dançarinas em um clube na Espanha.


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No entanto, a realidade é que as mulheres acabavam sendo vítimas de aliciamento para a exploração sexual nessas boates do país europeu.
Com a condenação, a alagoana teve o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol e passou a ser procurada em todo o mundo, até ser localizada e presa no início deste ano pela polícia da Espanha. Ela conseguiu uma liberdade provisória e ficou desaparecida até novembro, quando foi novamente encontrada e presa.
Ao chegar ao Brasil, a alagoana foi submetida a um exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), antes de seguir para o sistema penitenciário potiguar.
