
A liderança inédita para o Rubro-Negro dependeria de um triunfo por dois ou mais gols de diferença. O primeiro tempo, entretanto, terminava em um monótono e sonolento 0 a 0. O volume de jogo da equipe de Vanderlei Luxemburgo não foi condizente com a produção em campo. Com mais posse de bola e jogando praticamente no campo de defesa do Boavista, o Flamengo acenou uma pressão apenas nos três minutos finais e que não resultou em gols.
Sem qualquer constrangimento, o time de Saquarema se contentava em defender dentro da limitação técnica dos jogadores. Por que, então, a dificuldade para criar um lance sequer diante de um adversário tão frágil?
O Flamengo tentou imprimir velocidade, mas de maneira desordenada. As peças não se moviam em campo de maneira sincronizada. Assimétrico, o Rubro-Negro também insistiu em jogadas de ultrapassagem de Pará pela direita. Enquanto isso, do outro lado, a mais nova aposta de Vanderlei Luxemburgo fazia uma exibição muito discreta.
Depois da volta do intervalo, um verdadeiro sprint de maratonista dado por Marcelo Cirino após bom passe de Nixon, aos 11 minutos, resultou em gol e na expectativa de mudança da tônica do jogo para o segundo tempo. Isso porque, até o camisa 7 balançar redes, a partida apresentava a mesma morosidade do início do duelo no Maracanã.
Realmente, a seguir ao 1 a 0, a tal posse de bola improdutiva do Flamengo começava a ceder espaço para lances mais trabalhados, mesmo que escassos e sem brilho.
O 2 a 0 seria apenas uma questão nem de tempo, mas de capricho. E na segunda vez que o time acertou o passe final depois de ótima jogada de Cirino, Everton concluiu com precisão e assegurou o placar que levaria o Rubro-Negro a ultrapassar o Botafogo na classificação. Até o fim, o Flamengo criou ainda mais três chances, mas não conseguiu golear um Boavista totalmente entregue no Maracanã.
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