
Um fundo de investimento que tem o seu nome mantido em sigilo pelo clube será o responsável pelo reforço de caixa considerado fundamental no Morumbi.
Ao todo, R$ 28 milhões já foram liberados por ele na última sexta-feira. O restante será depositado ainda nesta semana. A princípio, o valor será utilizado para o pagamento de dívidas de curto prazo que somariam R$ 37 milhões, segundo as contas tricolores.
Não está descartada, no entanto, a ida ao mercado para tentar fortalecer o elenco também.
"Participei desse almoço com o Marcelo (Campos Pinto), o Juvenal (Juvêncio) e o Osvaldo (Vieira de Abreu). Na ocasião, foi feito essa solicitação à Globo, que atendeu prontamente. É uma receita que afasta o desconforto do momento, deixa o caixa completamente em ordem e agora assumo a presidência com essa verba mirando quem sabe uma contratação expressiva", afirmou Aidar ao ESPN.com.br, durante as eleições do Conselho Deliberativo do time, no último sábado.
A chapa do candidato assegurou 49 das 80 vagas para novos conselheiros e praticamente encaminhou a sua vitória no pleito presidencial, marcado para o dia 16 de abril.
A Globo costuma liberar no máximo R$ 15 milhões aos clubes em direitos creditórios, como são chamadas as cotas de TV. Mais do que isso: estabelecendo o prazo de dois anos para o pagamento da dívida e não aceitando qualquer novo pedido até que a situação seja regularizada. A emissora fez, assim, uma concessão ao São Paulo permitindo que o clube realizasse um adiantamento maior do que de costume, distribuído no triênio de 2016 a 2018.
Entre os dirigentes, a restrição no valor é interpretada como uma fora de ‘segurar' as equipes ao seu lado.
Em geral, somente quatro bancos trabalham nessas operações: Votorantim, BMG, ABC Brasil e BIC. A diretoria tricolor preferiu recorrer nesse caso a um fundo ligado a um grupo de investidores que não pode ter seu nome divulgado, segundo explicam, até que o acordo seja registrado no cartório num prazo de 30 dias.