Pressionado pela Fifa e pelo governo federal, o presidente da CBF, José Maria Marin, afirmou que só morto deixará o cargo.
Na assembleia geral da entidade, que votou as contas do ano passado, ele disse, chorando, que não há possibilidade de pedir licença médica ou renunciar até abril de 2015, fim de seu mandato.
Marin acumula a presidência do Comitê Organizador Local da Copa de 2014.
Na reunião fechada com 26 presidentes de federações estaduais (faltou o mineiro, que alegou doença), o cartola se emocionou várias vezes e disse que o "revanchismo" não vai intimidá-lo.
Antes da votação das contas, os dirigentes receberam vártios brindes da CBF.
"Não vou me licenciar. Vou morrer no cargo", afirmou Marin, 80 anos, entre emocionado e nervoso, entre lágrimas e socos na mesa.
O cartola completou um ano como presidente da CBF há um mês --Ricardo Teixeira renunciou em meio a denúncias de corrupção.
Ao contrário do que fez em outras assembleias da entidade, Marin não indicou Marco Polo Del Nero como seu candidato ao pleito de 2014.