A semana no Bahia foi turbulenta após a goleada sofrida para o rival Vitória e a demissão do técnico Jorginho. A chegada de Joel Santana, no entanto, parece ter mudado o ambiente no clube e, desde então, o Tricolor eliminou o jogo de volta na Copa do Brasil ao vencer o MAC por 2 a 0 e finalmente apresentou o norte-americano Freddy Adu como novo reforço.
Foram 22 dias de espera desde que o jogador revelado pelo DC United foi contratado até vestir o manto baiano pela primeira vez. Com a ansiedade encerrada na última sexta, o meia-atacante revelou as razões que o levaram a desembarcar em Salvador e atuar pelo Bahia.
“Estou muito feliz, pois senti na torcida uma paixão. Estou pronto fisicamente para jogar. A Arena Fonte Nova é linda, maravilhosa e incrível, estou muito ansioso para jogar lá”, afirmou Adu, que aproveitou para fazer média com o novo chefe e elogiar o inglês falado pelo treinador, muito ironizado durante o período em que dirigiu a seleção da África do Sul: “Joel tem um bom inglês, a comunicação vai ser tranquila.”
Prometendo “jogo bonito” em seu novo clube, o norte-americano revelou arrependimentos em relação a escolhas do início da carreira. Em 2006, o jogador era apontado como ‘Pelé Americano’, chegando a estampar a capa de um dos jogos de vídeo game mais vendidos do mundo. Negociado com o Benfica, nunca mais esteve em evidência no futebol.
“Eu me arrependo de ter ido tão cedo para Europa. Nunca imaginei que jogar por vários times poderia ser considerado uma coisa ruim, o Benfica me emprestava para que eu pudesse pegar experiência. Ainda tenho 23 anos e espero corrigir esses erros do passado”, garantiu Adu, que também passou por Real Salt Lake, Monaco, Belenenses, Aris-GRE, Rizespor-TUR e Philadelphia Union.
Nascido em Gana, Fredua Koranteng Adu já recebeu um apelido da torcida do Bahia. Para evitar rimas entre palavrões e o sobrenome do novo xodó, os tricolores passaram a chama-lo de Freddy ‘Adivis’, arrancando risos do jogador, que ganhou ainda mais carinho dos fãs ao encerrar a entrevista coletiva com o tradicional grito de “Bora, Bahêa”.