Está marcada para o dia 6 de novembro uma audiência no Jecrim (Juizado Especial Criminal) da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, entre o atacante do Flamengo Adriano, a modelo Adriene Cyrilo Pinto e o ex-policial militar Julio Cesar Barros de Oliveira. Na ocasião, será proposto um acordo entre Adriano e Adriene.
Em 24 de dezembro passado ela foi atingida, em um dos dedos da mão esquerda, pelo disparo de uma pistola que estava no carro do jogador. O inquérito foi encerrado concluindo que ela segurava a arma no momento do tiro, mas o Ministério Público entende que o caso não está esclarecido.
Caso se recuse a um acordo com a modelo, o jogador e o ex-policial podem responder a uma ação penal. Além da proposta de acordo entre o jogador e a modelo, o Ministério Publico enviou a Corregedoria de Policia Civil do Rio criticas aos laudos produzidos pelos peritos.
De acordo com o promotor Márcio Almeida, os laudos produzidos em nada auxiliam na elucidação do caso. O laudo limita-se a informar que Adriano não cabia no banco traseiro com outras pessoas, sem qualquer detalhe de largura do veículo ou tamanho das pessoas.
Além disso, uma das pessoas faltou a reconstituição e os bancos dos motoristas estavam em posições diferentes do que estavam na noite do disparo.
"Não há dados técnicos. Os laudos são falhos e só deixam dúvidas", afirma o promotor Márcio Almeida. Segundo o promotor, o trabalho foi perdido. "O pior é que não dá mais para fazer. Era para ser feito naquele momento. Agora, as pessoas engordaram ou emagreceram", diz o promotor que considera o atacante e o ex-policial responsáveis pela arma no carro.