Com 35 anos - 16 deles dedicados ao MMA -, Wanderlei Silva conquistou quase tudo que um lutador sonha: títulos, idolatria e dinheiro, muito dinheiro. Mais que isso, o Cachorro Louco obteve o respeito de várias gerações e empunhou com sucesso, ao longo de sua carreira, a bandeira de um esporte que saiu da obscuridade para o sucesso.
Agora, às vésperas de encarar Rich Franklin, no UFC 147, em Minas Gerais, sábado, ele se julga um tiozão que ainda dá trabalho aos mais jovens, mas sabe que uma das carreiras mais vitoriosas do esporte está fadada ao ponto final. Antes, porém, ele encara um ex-campeão dos médios do Ultimate e conta os dias para reencontrar, talvez, o maior algoz de sua existência: Vitor Belfort.
Com o discurso polêmico, a lenda do Pride ainda não engoliu a lesão do desafeto, que causou a substituição do seu rival no evento mineiro, e garante que sofreu tanto quanto Belfort, o Fenômeno, por não poder enfrentá-lo como sonhara há 14 anos. Com tudo em cima e nada a provar, Wanderlei diz ter grana para umas três vidas e sonha ajudar jovens que dão os primeiros golpes no mundo das lutas.
