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HOME > blogs > ARIVALDO MAIA
Imagem ilustrativa da imagem Seleção feminina de futebol faz terapia para combater 'síndrome de amarelonas'

BLOG DO
Arivaldo Maia

Seleção feminina de futebol faz terapia para combater 'síndrome de amarelonas'


				Seleção feminina de futebol faz terapia para combater 'síndrome de amarelonas'
Falhas da Seleção Feminina do Brasil - sempre no final de cada jogo - motivam  terapia

A fama de amarelona persegue a seleção feminina de futebol. Reconhecidas por bons trabalhos, as jogadoras são obrigadas a conviver com as críticas, muitas delas pesadas, por falhar nos últimos minutos dos jogos. Para pôr fim ao trauma, elas se apegam a uma nova ‘terapia’ oferecida pelo COB em parceria com a CBF.

Quem pensa que as meninas passarão por psicológicos e divãs para chegar à inédita medalha olímpica em Londres, se enganou. O trauma será superado com a ajuda de estatísticas e um estudo detalhado do corpo humano de cada atleta.

trabalho, que vem sendo implementado há 20 dias com a equipe principal, é baseado em exames de sangue e em análises de vídeos dos treinamentos e dos jogos.

Com base nos exames, será possível detectar o limite físico de cada jogadora, o grau de explosão e o condicionamento físico. Além disso, os médicos vão verificar quais nutrientes cada organismo sente falta e formular a suplementação adequada para melhorar da performance das jogadoras.

Essas informações também vão auxiliar o técnico a fazer as substituições ideais nos jogos e avaliar melhor o posicionamento de cada atleta em campo. Dessa forma, será possível reduzir os erros nos minutos finais das partidas, quando a capacidade de concentração e o condicionamento físico já deixam a desejar.

As jogadoras estão animadas com a novidade e acreditam que os resultados poderão ser observados em breve. “Esses exames não existiam na nossa modalidade. É muito importante saber quanto um atleta pode render para não cairmos mais de produção. Até porque a culpa é nossa, não é o técnico que entra em campo. E isso vinha sendo preocupante”, avaliou a atacante Érika.

De fato, a fama de ‘amarelar’ virou motivo de preocupação. Nas últimas duas competições importantes, a seleção deixou escapar o título por descuido nos minutos finais. No Pan-Americano de Guadalajara, a medalha de ouro escapou nos últimos minutos do segundo tempo quando a equipe cedeu o empate e acabou perdendo nos pênaltis para o Canadá.

No Mundial da Alemanha, a situação foi semelhante. O time treinado por Kleiton Lima cedeu o empate na prorrogação e foi eliminada nos pênaltis pelos Estados Unidos, nas quartas de final.

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