A fama de amarelona persegue a seleção feminina de futebol. Reconhecidas por bons trabalhos, as jogadoras são obrigadas a conviver com as críticas, muitas delas pesadas, por falhar nos últimos minutos dos jogos. Para pôr fim ao trauma, elas se apegam a uma nova ‘terapia’ oferecida pelo COB em parceria com a CBF.
Quem pensa que as meninas passarão por psicológicos e divãs para chegar à inédita medalha olímpica em Londres, se enganou. O trauma será superado com a ajuda de estatísticas e um estudo detalhado do corpo humano de cada atleta.
trabalho, que vem sendo implementado há 20 dias com a equipe principal, é baseado em exames de sangue e em análises de vídeos dos treinamentos e dos jogos.
Com base nos exames, será possível detectar o limite físico de cada jogadora, o grau de explosão e o condicionamento físico. Além disso, os médicos vão verificar quais nutrientes cada organismo sente falta e formular a suplementação adequada para melhorar da performance das jogadoras.
Essas informações também vão auxiliar o técnico a fazer as substituições ideais nos jogos e avaliar melhor o posicionamento de cada atleta em campo. Dessa forma, será possível reduzir os erros nos minutos finais das partidas, quando a capacidade de concentração e o condicionamento físico já deixam a desejar.
As jogadoras estão animadas com a novidade e acreditam que os resultados poderão ser observados em breve. “Esses exames não existiam na nossa modalidade. É muito importante saber quanto um atleta pode render para não cairmos mais de produção. Até porque a culpa é nossa, não é o técnico que entra em campo. E isso vinha sendo preocupante”, avaliou a atacante Érika.
De fato, a fama de ‘amarelar’ virou motivo de preocupação. Nas últimas duas competições importantes, a seleção deixou escapar o título por descuido nos minutos finais. No Pan-Americano de Guadalajara, a medalha de ouro escapou nos últimos minutos do segundo tempo quando a equipe cedeu o empate e acabou perdendo nos pênaltis para o Canadá.
No Mundial da Alemanha, a situação foi semelhante. O time treinado por Kleiton Lima cedeu o empate na prorrogação e foi eliminada nos pênaltis pelos Estados Unidos, nas quartas de final.
