Luiz Felipe Scolari compra briga com o fundo DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e fala em "roubo" e "agiotagem". Vinícius e Tinga, jogadores que pertencem ao grupo, são deixados de lado e a crise estoura dentro do time.
Enquanto isso, o Palmeiras lava as mãos. O clube que tem ido bem em campo no Nacional --é o terceiro colocado-- vai mal na sintonia.
Ontem, Scolari voltou de viagem a Portugal e, após admitir publicamente que tirou Tinga do time por causa de rusgas com empresários, afirmou apenas que o jogador será punido por se ausentar dos últimos treinos. E que pode até voltar à equipe.
"Ele tem que assumir sua condição de atleta profissional. Ele deveria trabalhar normalmente durante a semana, mas não trabalhou", declarou o técnico gaúcho.
Em seguida, queixou-se da inércia da diretoria.
"Eu faço minhas escolhas em campo, que é dirigir o time. A diretoria que tome as devidas decisões e não passe a bola para mim, pois eu não passo a bola para ninguém."
No final da semana passada, Scolari reclamou do assédio dos empresários sobre o atacante Vinícius, de 17 anos.
Na visão dele, os mesmos empresários querem forçar sua permanência até o ano que vem, sem renovar o contrato, para deixar o clube sem dar lucro ao Palmeiras.
