Milionário árabe que compra um clube europeu e gasta uma fortuna não é novidade.
Mas o que o qatariano Abdullah Al-Thani, dono de negócios que empregam mais de 3.000 pessoas, faz no modesto time espanhol Málaga é um tanto bizarro.
Depois de pagar no ano passado o equivalente (pelo câmbio atual) a R$ 81 milhões pelo clube, Al-Thani não economiza para colocar o time rapidamente nas principais competições europeias --seu objetivo inicial.
Al-Thani quer fazer do clube andaluz uma espécie de Barcelona em termos de imagem. Para isso, quer vestir seu clube como o catalão.
Na temporada 2011/2012, o Málaga usará uniformes Nike. Mas não foi a empresa americana que procurou o clube com uma oferta de patrocínio e peças exclusivas.
O Málaga vai usar uniformes feitos pelo braço da Nike que produz fardamento para qualquer interessado, seja da várzea ou de um clube profissional. Isso porque Al-Thani gosta das roupas confeccionadas pela empresa.
Os planos de Al-Thani ainda incluem um estádio para 65 mil pessoas, um novo centro de treinamento e a montagem de uma categoria de base com uma das melhores estruturas da Espanha.
A megalomania do qatariano deixou os torcedores do Málaga eufóricos.
Entre renovações e novas aquisições, o clube vendeu mais da metade dos 26 mil lugares do seu estádio na forma de carnês para a temporada. A fila começou na madrugada anterior à abertura dos guichês.
Na primeira temporada sob o comando de Al-Thani, o Málaga chegou a correr sério risco de rebaixamento. Mas já com reforços de peso, como o brasileiro Júlio Baptista, teve uma forte reação e acabou na 11ª posição entre os 20 participantes da primeira divisão espanhola.
