A interdição da Rua Bariri por dois jogos em 2010 motivou um grupo de torcedores a criar uma rádio na internet com o objetivo de acompanhar todos os passos do Olaria. Agora, com o time em evidência e cercado de mídia pela classificação para a semifinal da Taça Rio, o engenheiro Júlio Cesar, 34, o analista de sistemas Ramilton Pantoja, o China, 33, e o professor de Educação Física Clécio Viana, 50, sonham com o título do segundo turno para acompanhar a equipe suburbana na Série D do Brasileirão. Caso o Olaria vença a Taça Rio tira a vaga do Boavista no Nacional.
— Quando um pequeno desponta é hora de lembrar que há outros clube com vida social e esportiva. Crescendo o clube, cresce a comunidade toda — lembra Julio, avisando que depois do Carioca é o Bonsucesso que será acompanhado pela webrádio Jovem Olaria.
Júlio foi pai na véspera do empate com o Vasco. Da maternidade, ficou na torcida, e não pôde transmitir a partida na rádio.
— Quase derrubei minha mulher na maternidade. Agora negociei com a minha sogra e vamos transmitir o jogo sábado — confirma.
Com pouco mais de um ano na rede, a rádio já apresenta bons resultados. A audiência subiu com a campanha do Olaria e chega a 300 ouvintes em um jogo. Os recordes costumam acontecer no vácuo das transmissões de televisão. O sucesso levou os fundadores a divulgarem também outras atividades do bairro, como o carnaval.
