Secretária diz que economia de AL é vitrine para investidores
Fazenda aponta avanços nos indicadores econômicos e destaca crescimento em todos os setores
Estimativa de alta na produção agrícola, geração de emprego crescente e bom desempenho de setores como comércio e serviços têm atraído cada vez mais a atenção de investidores nacionais e internacionais para a economia de Alagoas. Aliados a isso, os incentivos fiscais e os investimentos em infraestrutura promovidos pelo Governo do Estado garantem solidez, o que faz com que empresários apostem no potencial econômico alagoano.
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Mas nada acontece por acaso. O bom desempenho da economia alagoana — em especial dos setores agropecuário, serviço e comércio — fizeram o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste (BNB), estimar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas em 6,9% para este ano. Trata-se do maior avanço entre os estados da região, e o terceiro maior do país, atrás apenas do Mato Grosso, cuja estimativa de alta da atividade econômica é de 8,2%, e Tocantins (7%). "Esses dois Estados têm sua economia centrada no agronegócio", ressalta o governador Paulo Dantas.
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A projeção do PIB do Estado é também 4,01 pontos percentuais maior do que a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano —de 2,89%—, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Além disso, é 3,7 pontos percentuais maior do que a estimativa de crescimento do PIB feita pelo Ministério da Fazenda, que aumentou as projeções de 2,5% para 3,2%.
Para a secretária de Estado da Fazenda de Alagoas, Renata dos Santos, a previsão de crescimento da economia local para este ano é resultado da segurança jurídica que o Governo do Estado oferece. “Quando tem gestão fiscal proativa, naturalmente também vai se criando e garantindo um ambiente com segurança jurídica interna, mais confiável para o investidor fazer seus investimentos e expandir, e ainda garante espaço fiscal anual para se manter os investimentos em infraestrutura necessários para o avanço do estado", ressalta.


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Parte do crescimento econômico de Alagoas previsto para este ano é puxado pela agricultura. De acordo com estimativa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra alagoana de grãos prevista para 2023 deve atingir 238,1 mil toneladas, um crescimento de 126,7% em relação à safra passada.
Esse crescimento está diretamente ligado ao avanço da área plantada, que saltou de 49,2 mil hectares para 100,4 mil he — um aumento de 104,2%. Segundo a estimativa do IBGE, o destaque da produção alagoana de grãos este ano são o milho, cuja safra deve atingir 176,7 mil toneladas — um crescimento de 202,9% ante a safra passada —, e o feijão, que deve alcançar 20,1 mil toneladas — um crescimento de 111,8% ante a safra passada.
Somente a produção de cana-de-açúcar deve atingir 18,7 milhões de toneladas, um crescimento de 11,1% em relação ao registrado em 2022. Essa produção reflete diretamente nas exportações alagoanas. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que as vendas de produtos alagoanos para o exterior movimentaram US$ 569,8 milhões — o equivalente a R$ 2,8 bilhões no câmbio atual — de janeiro a setembro deste ano, um aumento de 56,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado deste ano foi puxado pelas exportações de açúcar, responsáveis por 70% do total vendido ao exterior.
De acordo com o levantamento, em 2023 o açúcar movimentou US$ 397 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão). O volume representa um aumento de 66,1% na comparação com o ano passado. Em números absolutos, esse crescimento significa US$ 158 milhões a mais entre um ano e outro.
Mas o bom desempenho da economia alagoana não se limita à agricultura e às exportações. Segundo dados IBGE, o comércio varejista alagoano registra um crescimento de 4,5% no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Quando analisado o comércio varejista ampliado — que incorpora as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção —, o setor alagoano acumula um avanço de 8,4%.
As vendas do comércio alagoano refletem diretamente na receita nominal do setor, que também acumula um crescimento de 6,5% no acumulado do ano. Em doze meses — medidos de julho de 2023 a agosto deste ano —, a receita nominal avançou 9,2%.No comércio varejista ampliado, a receita acumula uma alta de 11,6% no ano, e de 11,9% em doze meses.
No mesmo ritmo, o setor de serviços prestados em Alagoas registrou crescimento de 6,9% no acumulado do ano, na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, segundo levantamento do IBGE. Em doze meses, o avanço foi de 8,8%. Com isso, a receita nominal dos serviços também apresentou crescimento de 12,4% no acumulado do ano, e de 15,3% em doze meses.
O bom desempenho de setores como comércio e serviço é reflexo direto da geração de emprego no estado. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Alagoas registrou saldo positivo de 3.383 vagas com carteira assinada somente – o mês mais recente pesquisado pelo governo federal.
O desempenho do estado foi puxado pelas contratações na indústria, que abriu 2.057 vagas formais. O setor agropecuário aparece logo depois, com a abertura de 599 postos formais de trabalho, seguido da construção, que abriu 388 vagas, e comércio (333).
Com tantos resultados positivos, investidores passaram a enxergar o potencial do Estado com outros olhos. Na quinta-feira (19), o diretor da Wipex Brasil, Carlos Alberto Abreu, se reuniu com o governador Paulo Dantas, no Escritório de Negócios do Estado, em São Paulo, para discutir a instalação de uma unidade em Alagoas.
Na ocasião, Paulo Dantas fez questão de mostrar ao diretor da Wipex que Alagoas está preparada para receber novas empresas, com melhorias na infraestrutura, rodovias em ótimo estado e segurança jurídica. Ele ainda ressaltou os benefícios que são oferecidos às empresas.
No mesmo dia, o governador se reuniu com executivos da Ormazabal, multinacional espanhola do ramo de motores elétricos e energias renováveis. A empresa quer expandir seus negócios no Nordeste e Alagoas surge como potencial local para a implantação.
Ao lado do superintendente do Escritório de Negócios, Mateus Borges, o governador apresentou ao representante da empresa no Brasil, Alberto Panni, os diferenciais competitivos de Alagoas para promover a instalação da empresa no estado.
"Tivemos uma ótima reunião com a multinacional espanhola e eles querem investir em energia solar e eólica, energias renováveis e fazer com que o nosso estado dê um salto nessa área que é um grande potencial para Alagoas e para o Nordeste", disse o governador, orgulhoso dos resultados obtidos pelo Estado.
