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VITAMINA D E A MÁ CIRCULAÇÃO

Sabe aqueles períodos em que você se sentiu com fadiga, dores musculares, mudança de humor e até perda de cabelo? Esses podem ser sinais de níveis baixos de vitamina D.

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A vitamina D é, na verdade, um hormônio que produzimos na pele a partir da exposição solar. Cerca de 80% dela é produzida após exposição à radiação ultravioleta B (raios UVB). Quinze minutos diariamente seriam suficientes para manter os seus níveis adequados. Quando há exposição prolongada à radiação, um mecanismo de regulação da produção cutânea previne a superprodução, evitando a intoxicação pela vitamina D endógena.

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O calcitriol, ou Vitamina D ativa, é o hormônio esteroide mais potente do corpo humano. Mas por conseguirmos suplementar com alimentação ou medicamentos, este hormônio é popularmente conhecido como uma vitamina. Ela possui funções regulatórias vitais, de reparo e restauro no nosso corpo, e é responsável pela ativação de mais de 2.500 genes.

Sua função primária é regular a saúde óssea e mineral, favorecendo a absorção de cálcio no intestino e auxiliando o fortalecimento dos ossos e dentes, além de evitar doenças como osteoporose e raquitismo.

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Os baixos níveis desta substância também já são relacionados a várias condições, a exemplo das doenças inflamatórias, como a obesidade, uma vez que os adipócitos (células onde a gordura se deposita) retiram a vitamina D da circulação, e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, infarto, acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral), diabetes e aterosclerose.

Estudos já demonstraram que a vitamina D apresenta um efeito na parede dos vasos sanguíneos e em algumas células do nosso coração. Pelo fato desta vitamina mediar os moduladores da inflamação, ela ajuda a controlar a produção e secreção de substâncias que irão aumentar ou diminuir a inflamação no nosso corpo. Ou seja, a baixa da vitamina D favorece a inflamação, e essa inflamação pode promover a aterosclerose (placas moles ou calcificadas nas paredes dos vasos).

Outros estudos mostraram que a vitamina D também está relacionada com o enfraquecimento da parede dos vasos, podendo contribuir para o surgimento de aneurismas, que são dilatações nos vasos, como o aneurisma de aorta por exemplo. Nesses estudos, foi identificado que pacientes com aneurismas maiores, mais graves, tinham níveis menores de vitamina D.

Sendo assim, hoje em dia é possível afirmar que manter os níveis adequados de vitamina D favorece um efeito anti-inflamatório: melhora o tônus vascular, melhora o colesterol, melhora a função das camadas internas dos vasos e de sua musculatura (que pode ser uma causa de fechamento desses vasos) e previne a calcificação arterial, regulando a pressão arterial e reduzindo o risco cardiovascular. Não é à toa que muitos consideram esta substância o “nutriente da longevidade”.

Infelizmente, cerca de 80% da população de áreas urbanas apresenta deficiência de vitamina D. As principais fontes alimentares deste nutriente são carnes vermelhas, frutos do mar, ovos, queijos, leite, fígado bovino e alimentos ricos em ômega-3 como peixes (salmão, atum e sardinha) e linhaça.

É importante ressaltar que o excesso desta vitamina também exerce efeitos deletérios no organismo. Fato este preocupante visto que tem se tornado cada vez mais frequente o uso abusivo de suplementos sem o adequado acompanhamento médico.

A superdosagem de vitamina D pode aumentar a concentração de cálcio no sangue, favorecendo a formação de cálculos renais e a calcificação das artérias e das articulações. Quando, após exames clínicos e laboratoriais, a suplementação se faz necessária, esta precisa ser feita sob a orientação profissional.

Portanto, se você acredita que precisa fazer a suplementação de vitamina D, não se automedique! Mantenha hábitos de vida saudáveis e busque acompanhamento médico para cuidar da sua saúde com segurança.

*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.

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