De Vigília a táxi: PF detalha a dinâmica do assassinato de Marielle
Segundo a investigação, dupla de executores teria ido até a casa de Ronnie Lessa após o assassinato e pegado um táxi para a Barra da Tijuca
Após a confirmação de que Ronnie Lessa é o autor do assassinato da vereadora Marielle Franco, a Polícia Federal (PF) divulgou, nesta segunda-feira (24/7), mais detalhes sobre como ocorreu a dinâmica do crime.
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Segundo os investigadores do caso, o ex-policial militar Élcio Queiroz revelou as circunstâncias do assassinato, que teve início por volta das 12h de 14 de março de 2018 a partir do uso de um aplicativo de mensagens instantâneas cujo conteúdo se autodeleta. Atualmente, a única rede popularmente conhecida capaz de tal feito é o app russo Telegram.
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Élcio se encontrou com Ronnie e, juntos, seguiram de carro para a Lapa, no centro do Rio de Janeiro, onde Marielle Franco participava do encontro “Jovens Negras Movendo as Estruturas”. Élcio ficou no banco de trás, responsável por vigiar a vítima, que, após a reunião política, entrou em um veículo Cobalt prata, dirigido pelo motorista Anderson Gomes.
“Élcio dá os pormenores do que aconteceu, desde a chamada do Ronnie, ao meio dia, por um app de mensagens instantâneas”, contou o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Leandro Almada, durante coletiva realizada nesta segunda-feira (24/7).


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Segundo o investigador, os executores emparelharam com o veículo guiado por Anderson e atiraram contra quem estava dentro do veículo — apenas Fernanda Chaves, assessora da vereadora, sobreviveu.
A rota de fuga utilizada pelos suspeitos foi o trecho via Leopoldina, que dá acesso à Avenida Brasil. Depois, partiram para a Linha Amarela, até a última saída, em direção ao Meyer. Então, pararam o veículo na residência de Lessa, interfonaram para o irmão dele e pediram um táxi. De lá, eles foram até a Barra da Tijuca.“Aí é o elemento de corroboração mais contundente. Conseguimos o rastreamento dessa corrida do Meyer até a Barra da Tijuca. Depois, eles embarcaram no carro de Ronnie e foram embora. Essa foi a dinâmica do crime no dia 14 de março de 2018”, ressaltou Leandro.
De acordo com as informações divulgadas na coletiva, que reuniu representantes da PF e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, preso em operação nesta segunda-feira, ajudou a trocar placas do carro e a sumir com as armas usadas no crime, além de ter corroborado na vigilância de Marielle.
O superintendente da Polícia Federal, Leandro Almada, também apontou que as investigações do Ministério Público do Rio identificaram que dois dias antes do crime o ex-PM Ronnie Lessa fez uma busca pelos CPFs de Marielle Franco e de sua filha, Luyara Santos.
