IMA/AL envia para o Rio de Janeiro aves sem condições de voltar à natureza
Maioria dos animais chegam nas autoridades através de apreensões e ações de fiscalização realizadas pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA)
Na manhã desta quarta-feira (5), as equipes do Instituto de Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) enviaram 39 aves para dois criadouros autorizados, localizados no Rio de Janeiro. Os animais estão entre os milhares resgatados anualmente, vítimas do tráfico movimentado em território alagoano, e não têm condições de reintegração à natureza. Ação aconteceu junto ao Ibama.
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De acordo com a bióloga e veterinária do IMA, Ana Cecília Pires, entre esses milhares de animais, de 15% a 20% morrem. “Em Alagoas temos uma das menores taxas de óbito de todo país. Os animais resgatados são soltos após a realização de um trabalho de readaptação”. A maioria chega através de apreensões e ações de fiscalização realizadas pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
Ainda segundo ela, entre as 39 aves, havia: Maracanã-nobre, Periquito-da-Caatinga, Periquito-rei, Jandaia-verdadeira, Periquitão-de-bando, Papagaio-galego, Pionus, Periquito-rei, Chauá, Moleiro, Papagaio verdadeiro, Primolius. Todas fazem parte daquelas que não tem condição de retornar à natureza pois são mansas, e algumas possuem fraturas ou afecções de autobicamento.
No ano de 2021, segundo dados divulgados nesta quarta (5), um total de 12.054 animais deeram entrada no Cetas IMA/Ibama, sendo que apenas 1.189 foram entregues pela população. No ano de 2022, a quantidade aumentou para 15.018, sendo que as entregas voluntárias diminuíram para 1.011. Já em 2023, até o início do mês de março, a população havia entregue apenas 23 animais dos 1.371 que haviam dado entrada.


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Ana Cecília segue explicando que existem animais que são devolvidos à natureza, aqueles que periodicamente seguem para os criadouros autorizados e os que são repatriados.
Inclusive, esse animais geralmente são cuidados para serem matrizes nos criadouros. “Essa parceria ajuda a desafogar o Cetas porque são animais sem condições de serem soltos na natureza, assim os criadores comerciais auxiliam aos Cetas.” Entretanto, “antes de serem destinados, os criadores interessados nas aves são verificados, se estão regulares, se não tem pendências, intercorrências ou irregularidades. Eles precisam estar com tudo regularizado e atualizado”, comentou a bióloga.
Os repatriados são aqueles levados para outros Cetas por se tratar de animais com origem em outros Estados. “Os animais que não são de Alagoas, que não tem origem aqui, vão para outro Estado. A gente faz a repatriação para a soltura, eles vão voltar aos seus locais de origem, de distribuição”, indicou Ana Cecília.
*com informações da assessoria.

