Preso em Marechal teria recebido R$ 100 mil para matar líderes do PCC
David Moreira, de 38 anos, é acusado de ter participado do assassinato em dezembro de 2021

Hebert Borges
16/02/2023 às 6:10 • Atualizada em 16/02/2023 às 6:44 - há XX semanas
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A Justiça de Alagoas autorizou o recambiamento do ex-agente penitenciário David Moreira da Silva, de 38 anos, preso nesta quinta-feira (16), em Marechal Deodoro. David Moreira é acusado de ter participado do assassinato de dois dos maiores líderes da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), em dezembro de 2021.
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O ex-agente penitenciário foi preso em um condomínio na cidade litorânea de Alagoas. David Moreira da Silva era procurado pela polícia de São Paulo porque teria recebido R$ 100 mil para contratar um homem para matar dois chefes do PCC de São Paulo.
O recambiamento é a transferência de um detento de uma unidade da federação para outra. Neste caso, David Moreira será transferido para São Paulo.
No entanto, a investigação apontou que a morte dos chefes do PCC paulista não ocorreu por causa de tráfico de drogas, mas porque um deles descobriu que um homem contratado para investir o dinheiro do tráfico teria se apropriado da quantia, que foi R$ 200 milhões.


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Após a descoberta, o homem então encomendou a morte do traficante, que era conhecido como “cara preta”. Os chefes do PCC mortos foram identificados como Antônio Corona Neto, de 38 anos, e Anselmo Fausta, de 33 anos.
No ano passado, já haviam sido presos, em outra operação, três empresários acusados de serem os mandantes do assassinato, entre eles o investidor em criptomoedas Pablo Henrique Borges, que já havia sido preso em 2018 por desviar mais de R$ 400 milhões em golpes bancários. Os outros empresários são do ramo de futebol e hamburgueria.
