Urina, fezes e fome: idoso é abandonado por família em casa no DF
Aos 74 anos, vítima mora sozinha e vive abandonada na própria residência, em Ceilândia
Inconformado, um morador do Entorno do DF denunciou a situação precária a qual um idoso, de 74 anos, tem vivido dentro da própria casa, em Ceilândia. O comerciante, de 44 anos, que pediu para não ser identificado, já fez duas visitas ao homem, para alimentar, higienizar e trocar os lençóis da cama onde o senhor dorme. A vítima, que tem baixa visão, dificuldade de locomoção e faz uso de fralda geriátrica, é amiga dos pais do denunciante. Apesar de ter acionado a Polícia Civil do DF e o Disque 100, a vítima segue abandonada, vivendo em condições de insalubridade.
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Por meio de imagens obtidas pelo Metrópoles é possível perceber o ambiente caótico. Há urina e fezes de cachorro no quarto onde uma cadeira de rodas é armazenada. No quarto onde o idoso dorme, o lençol está repleto de sujeira, manchado e rasgado, fora a quantidade de objetos, como garrafas, cinzeiro e potes, espalhados no local.
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Segundo o denunciante, o idoso vive sozinho há cerca de três meses, após uma sobrinha, que morava com ele, se mudar. Os dois filhos do homem não se dispuseram a ajudar nos cuidados com o pai. Quem tomava conta dele era a própria mãe, que faleceu há cerca de um ano.
“A situação que eu vi lá, não desejo aquilo ali para ninguém. Ele conseguiu achar o número da minha mãe nas coisas dele e ligou pedindo ajuda, pois estava há dois dias sem comer. A situação é insalubre mesmo, de abandono de incapaz. Até a cachorra [que mora com ele] estava morrendo de fome. Ele tem um braço quebrado que não consegue mexer”, conta o comerciante, que mora em Águas Lindas. Segundo ele, o idoso passou a precisar de atenção e cuidados especiais depois de ser atropelado, ainda na juventude.


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Na última semana, o comerciante denunciou, de forma anônima, a situação à 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) e ao Disque 100. Porém, até a última atualização desta reportagem, nenhuma medida prática foi adotada.
O Metrópoles questionou a PCDF sobre o desdobramento das denúncias, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. Um dos filhos do idoso também foi procurado por contato telefônico, via WhatsApp e ligação, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
