Obras recuperadas após golpe milionário em idosa irão para galerias
Segundo delegado, os quadros serão depositados em local que tenha condição de mantê-los em segurança até o fim das investigações
As obras milionárias que foram roubadas de uma idosa e apreendidas com uma quadrilha no Rio serão mantidas em galerias até que a investigação e os exames para verificar suas autenticidades sejam finalizados.
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Dos 16 quadros que foram roubados, a polícia recuperou 11, entre eles “Sol Poente”, de Tarsila – avaliado em R$ 250 milhões e encontrado por policiais embaixo da cama de uma das acusadas.
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De acordo com o delegado Gilberto Ribeiro, da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade, os quadros serão depositados em um local que tenha condição de mantê-los em segurança até que o processo seja finalizado, para que, então, sejam restituídos à vítima, a francesa Geneviève Boghici, de 82 anos.
Ela foi vítima de um golpe aplicado pela própria filha, Sabine Boghici, presa na manhã desta quarta-feira na zona sul do Rio.


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A análise de autenticidade do material é feito em duas etapas. O primeiro, segundo o perito Newton Thamauturgo, do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, responsável pela análise de bens de consumo de luxo, é uma análise macroscópica. Esse exame foi feito na manhã desta quarta-feira (10/8) em 14 obras.
“Esse exame preliminar é realizado em cima das características macroscópicas das pinturas, características visuais, com alguns equipamentos mais simples, que podem ser levados numa maleta. Então, concluímos que realmente todas as características daquelas telas que foram apreendidas são compatíveis com as telas autênticas”, disse em coletiva.
Já a segunda etapa é mais complexa, seria uma análise microscópica. “Com uma metodologia bem mais complexa, exames a nível de microscópicos e exames de composição química. A gente utiliza várias técnicas para realmente nos certificarmos de que as telas são autênticas de fato. Após essa constatação, nós podemos realizar a avaliação pecuniária dessas telas, a avaliação definitiva. O laboratorial será realizado com apoio do Instituto Federal do Rio de Janeiro”, completou.
Condições das obras
De acordo com o especialista, as obras, apesar de terem sido mantidas embaixo de uma cama, foram acondicionadas de maneira correta, com papel manteiga. Uma análise preliminar feita aponta que uma das obras apresentava a moldura danificada e outra, um leve ralado.
