Rússia acusa Ucrânia de torturar prisioneiros de guerra
Prisioneiros envolvidos na última grande troca entre os dois países teriam relatado espancamentos, tortura com eletricidade e privação de água ou alimentos
A Rússia informou nesta terça-feira (5) que está investigando denúncias de tortura de soldados russos capturados pelas forças ucranianas e liberados durante uma troca de prisioneiros com a Ucrânia.
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"O comitê de investigação russo verifica as acusações de tratamento desumano dos soldados russos prisioneiros na Ucrânia", afirmou em um comunicado o influente organismo responsável pelas investigações criminais na Rússia.
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Rússia e Ucrânia anunciaram várias trocas de prisioneiros de guerra desde o início da ofensiva russa contra seu vizinho em 24 de fevereiro.
A mais recente aconteceu em 29 de junho e envolveu 144 ucranianos e o mesmo número de russos.


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Alguns russos liberados na ocasião denunciaram "muitos atos de violência que sofreram" durante a detenção, segundo o comunicado, que cita espancamentos, tortura com eletricidade e privação de água ou alimentos.
Na semana passada, a Rússia informou que ainda mantinha mais de 6.000 prisioneiros de guerra ucranianos, sem mencionar quantos russos estavam detidos do outro lado da fronteira.
A Ucrânia acusa Moscou de vários crimes de guerra, o que as autoridades russas negam sistematicamente, inclusive em casos de acusações bem documentadas.
A Rússia acusa as forças ucranianas de abusos e de encenar os crimes atribuídos ao exército russo.
