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Menina que caiu do 12º andar sofreu um impacto de meia tonelada

Eduardo Llanos acredita que o corpo tenha caído a uma velocidade de 90 km/h. O especialista fez os cálculos com base na altura padrão dos apartamentos, peso e altura da criança

A morte da menina Rafaella Lozzardo Silva, de 6 anos, que caiu 12º andar após ter sido deixada sozinha no apartamento pelo pai, na madrugada de sábado (11), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, segue sob investigação da Polícia Civil com apoio da polícia científica. Enquanto o laudo sobre a causa do óbito não é divulgado, o g1 ouviu um perito forense que explicou algumas questões que devem ser analisadas no imóvel e no corpo da vítima.

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Eduardo Llanos calculou, ainda, a queda da criança. Com base na altura padrão dos apartamentos, ele posicionou o 12º andar a 30 metros do teto da garagem, onde a jovem caiu. Também levou em consideração o peso de uma menina de 6 anos que, geralmente, corresponde a 21 quilos. Dessa forma, o perito chegou à conclusão que, entre a varanda e ponto de impacto, a queda livre foi de 2,47 segundos, a 90 km/h e a um impacto de 668 quilos.

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De acordo com Eduardo, o processo de análise do caso começa pelo apartamento de onde a criança caiu. “[É preciso] determinar se o local apresentava a segurança necessária para uma criança de 6 anos permanecer sem a presença de um adulto. Se verifica a força e dificuldade necessária aplicada nas [eventuais] fechaduras das portas de acesso ao corredor, janelas e sacada”.

O especialista disse que também é preciso verificar se haviam objetos que facilitaram a subida da menor no ‘parapeito’ da varanda. “Normalmente os moradores colocam nas sacadas objetos como sofás, cadeiras ou vasos de plantas que facilitam a driblar o parapeito permitindo a queda”.

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Eduardo reforça que é preciso determinar a dinâmica do acidente, até mesmo a comprovar se ninguém participou da queda.

Marcas das lesões

O perito explica que esse tipo de queda tem geralmente força inicial zero [não deve ter sido empurrada] e deve cair em linha reta. Eduardo, no entanto, diz que durante a trajetória a vítima pode resvalar em outras superfícies. “Este tipo de vestígio será encontrado tanto no prédio quanto no corpo da vítima [marcas de atrito]”.

Eduardo aponta que, ao efetuar o estudo do corpo no Instituto Médico Legal (IML), “o Médico Legista deve identificar a quantidade e o tipo de lesões existentes no corpo da menor, as quais posteriormente precisam ser confrontadas com a dinâmica da queda, permitindo justificar cada uma delas”.

Ele explica, que, se forem notadas lesões não atribuídas à queda, “será necessária uma investigação para determinar as responsabilidades ou motivos da sua produção [dos machucados]”, finaliza.

Entenda o caso

Uma criança de 6 anos morreu após cair do 12º andar de um prédio na madrugada deste sábado (11), no bairro Canto do Forte, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na Avenida Castelo Branco. Segundo apurado pelo g1, o pai da menina foi liberado em audiência de custódia após ser preso por abandono de incapaz com resultado de morte.

De acordo com a Polícia Civil, o comerciante de 39 anos ausentou-se do local para levar a namorada dele, de carro, até a casa dela e deixou a filha dormindo sozinha no apartamento.

A menina acordou, ficou desesperada ao ver que estava sozinha e gritou pedindo socorro na sacada do apartamento, momento em que caiu do 12º andar. A criança caiu no piso superior do estacionamento do prédio, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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