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Obesidade infantil é fator de risco para doenças respiratórias, colesterol alto, diabetes e hipertensão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que essa é uma condição complexa sendo considerada uma epidemia mundial

Considerada um problema de saúde pública complexa no mundo, a obesidade infantil pode ser a porta de entrada para diversas doenças crônicas, como câncer, hipertensão, diabetes, colesterol alto e doenças cardiovasculares, além de contribuir no agravamento de doenças respiratórias.

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No Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, nesta sexta-feira (3), o Ministério da Saúde reforça que a prevenção da obesidade infantil acontece em todos os lugares e espaços frequentados pelas crianças, sendo necessário o apoio e envolvimento de toda a sociedade.

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O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde, revelou que 7% das crianças brasileiras menores de cinco anos estão com excesso de peso e 3% têm obesidade. Os caminhos para frear esse avanço passam pelo incentivo à alimentação adequada e saudável, à prática de atividade física e para as ações focadas na saúde integral das crianças. Mas além dos cuidados familiares e das iniciativas públicas, esse é um trabalho que exige o envolvimento de toda a sociedade.

Além dos fatores genéticos, os principais determinantes para a obesidade infantil se relacionam com os ambientes nos quais as crianças estão inseridas. Um dos vários agravantes é o consumo de alimentos não saudáveis, ou seja, que ao invés das crianças estarem consumindo alimentos saudáveis, como os alimentos in natura ou minimamente processados, elas estão sendo expostas desde muito cedo aos alimentos ultraprocessados, que prejudicam a saúde, como salgadinhos, biscoitos, refrigerantes, doces e fast foods.

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A má alimentação e a diminuição de atividades físicas aliados ao comportamento sedentário, que podem estar relacionados ao uso excessivo de telas como smartphones e videogames, podem fazer com que crianças e adolescentes com obesidade apresentem dificuldades respiratórias, tenham risco aumentado de fraturas.

Para saber mais sobre a alimentação adequada e saudável , conheça o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos e o Guia Alimentar para a População Brasileira.

Alerta

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. Os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso no país.

As notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, revelam que 14,96% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso; 8,22% com obesidade; e 4,97% com obesidade grave. Em relação aos adolescentes, 18,25% apresentam sobrepeso; 7,91% apresentam obesidade; e 1,8% têm obesidade grave.

Como prevenir?

São necessárias mudanças nos ambientes, mas também no estilo de vida e hábitos alimentares familiares. Alimentação saudável e balanceada, mais atividade física e menos tempo de telas. Entre as orientações, estão manter a amamentação exclusiva dos bebês até os seis meses, não ofertar açúcar e alimentos ultraprocessados até os dois anos, priorizar os alimentos in natura e minimamente processados, oferecer água em vez de bebidas adoçadas, manter a alimentação saudável fora de casa e incentivar brincadeiras como correr, pular corda e andar de bicicleta no lugar dos celulares e videogames.

Se estimulados desde a infância, ainda que em forma de brincadeiras, a prática de atividade física pode virar rotina e ter impactos positivos também no futuro. Brincadeiras são fundamentais para as crianças fazerem atividade física de forma prazerosa, com benefícios à saúde e ao bem-estar. Essa é uma boa alternativa para manter as crianças em movimento, com desenvolvimento da parte física e da parte cognitiva, ou seja, de memória e aprendizagem.

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