Carro alegórico que prensou menina fez manobras irregulares, diz laudo
Raquel Antunes da Silva foi atingida pela alegoria da Em Cima da Hora, escola do Rio; ela não resistiu aos ferimentos e morreu em abril
Rio de Janeiro — A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o laudo sobre a reconstituição do acidente com a menina Raquel Antunes da Silva. Ela foi atingida por um carro alegórico no primeiro dia de desfiles do Carnaval carioca de 2022, em abril.
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De acordo com o G1, a análise da Polícia Civil apontou uma série de irregularidades na manobra que resultou no acidente com a garota de 11 anos, que acabou morrendo. A alegoria precisou ser rebocada depois de apresentar uma falha no motor.
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Os erros começaram na maneira como o carro foi rebocado. Segundo os peritos, a operação foi feita de maneira incorreta, utilizando correntes presas por parafusos. Dessa forma, a alegoria se movimentou mais do que deveria enquanto era rebocada.
Além disso, o número de guias se mostrava insuficiente para a operação. Com apenas dois homens, o lado direito do carro, que atingiu Raquel, ficou descoberto. A baixa luminosidade no trecho da Rua Frei Caneca também atrapalhou a visão do motorista do reboque pelos retrovisores.


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O laudo aponta ainda que o poste envolvido no acidente estava instalado de maneira incorreta na calçada, que a via não estava interditada e que muitas pessoas transitavam pelo local.
Relembre o acidente
Raquel Antunes da Silva foi atingida pelo carro alegórico da escola Em Cima da Hora, na Rua Frei Caneca, durante a dispersão do primeiro dia de desfiles no Rio. Ela foi prensada contra um poste de luz.
Apesar de ter sido socorrida rapidamente, não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.
