Justiça nega liberdade a pais de bebê estuprado e morto em Marechal Deodoro
Geovano Luís dos Santos e Ana Valeska da Silva Costa são pais de um bebê de 11 meses que foi violentado e morto

Hebert Borges*
24/05/2022 às 4:17 • Atualizada em 24/05/2022 às 4:47 - há XX semanas
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A Justiça de Alagoas negou, nessa segunda-feira (23), pedido de liberdade do casal Geovano Luís dos Santos e Ana Valeska da Silva Costa, que foram presos no último domingo (22), pelo estupro e morte do filho de 11 meses de vida. De acordo com a polícia, o pai estuprou o menino e a mãe era conivente. Os abusos resultaram na morte da criança.
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A decisão judicial é do desembargador João Luiz Lessa, que é integrante da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Ele negou monocraticamente o pedido de liberdade do casal.
O casal foi preso sob a acusação prática de conjunção carnal com menor, resultando em morte. A polícia foi chamada após profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marechal Deodoro constatarem sinais de violência sexual na criança, que já chegou morta no local.
“Após análise perfunctória da impetração em favor do paciente, não percebo a presença dos requisitos autorizadores do provimento emergencial. Nesse aspecto, noto que o Juízo a quo embasou sua decisão na necessidade da segregação dos pacientes, lastreando seu entendimento, aparentemente, em elementos concretos que justificam a adoção da medida”, disse o desembargador João Luiz.


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A defesa dos acusados teria alegado que medidas cautelares alternativas ao cárcere seriam suficientes para o casal e que o Juízo de primeiro grau não teria baseado sua decisão em dados concretos capazes de justificar a real necessidade da prisão. Teria argumentado ainda que não havia indícios de que os dois poderiam fugir da aplicação da lei penal ou atrapalhar a instrução criminal, além de serem réus primários.
*com informações da assessoria.
