Consumidores lotam Centro Pesqueiro para garantir as compras da Semana Santa
Clientes se distribuem dentro e fora do estabelecimento, onde várias tendas foram colocadas para atender melhor o público
Às vésperas do feriado da Sexta-Feira da Paixão, o Centro Pesqueiro já registra um fluxo grande de clientes que buscam garantir seu peixe, o camarão ou outro pescado, para não passar a Semana Santa "em branco". Mesmo com produtos de preços variados, alguns mais caros e outros nem tanto, o local está repleto de consumidores que se distribuem dentro e fora do estabelecimento, onde várias tendas foram colocadas para atender melhor o público.
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A reportagem da Gazetaweb esteve no Centro Pesqueiro, na manhã desta quinta-feira (14), onde conversou com vendedores e clientes. Uma delas é a contadora Tânia Moreira, que classificou os preços como "razoáveis".
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"Todos nós estamos em dificuldades, mas os produtos estão ótimos, com uma qualidade muito boa. Comprei cavala, camarão, Cioba, agora vou procurar sururu e filé de siri para receber toda a minha família em casa”.
A empresária Poliana Siqueira também não perdeu a oportunidade de garantir o alimento tradicional desta época. Segundo ela, há diferença de valores dentro e fora do Centro.


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"Em uns lugares mais caros e outros mais baratos. Lá dentro tá mais caro que fora. Tem umas barracas com diferença de preço. Pensei de encontrar preço padrão, mas tem vários preços. A gente tem que pesquisar e, nesse tempo agora que tudo está caro, eles aproveitam pra elevar mais o valor. Compramos cioba e vamos comprar cavala e dourada agora", comentou.

A empresária alagoana Taciana Amorim, que está morando em São Paulo, disse que não via a hora de encontrar o famoso sururu. Há quatro anos, ela não vem a Alagoas.
"Muita coisa nova. É a primeira vez que venho depois de quatro anos, e tudo mudou. Nunca tinha visto isso tão organizado, limpo e fresco. Tô muito feliz, chega tô arrepiada de ver meu sururu e essa sensação gostosa do alagoano de ser assertivo, calorento. Você chega aqui e não dá vontade de sair. Cheguei hoje de madrugada e já vim pra cá. Meu pai falou: você viu como tá o centro pesqueiro? E eu vim correndo para cá. Muito lindo de ver as oportunidades para os profissionais liberais. Fico muito feliz em ver isso aqui. Todo mundo trabalhando. Isso aqui era favela, e tudo mudou. Tô muito impressionada", disse a empresária.
A vendedora Abiúde Maria dos Santos também comemorou o sucesso de vendas. "O movimento está muito bom, muito bem organizado. Estamos precisando que mais clientes venham para garantir o produto. Tudo limpo por aqui", disse a comerciante, complementada pelo colega de trabalho, José Cícero. "Temos de tudo: sururu, maçunim, camarão, cavala em posta, tudo limpo. Inclusive, nosso estacionamento amplo para os clientes. Venham para cá".

