Mãe e padrasto são condenados por espancar criança e deixá-la em estado vegetativo
Devido ao espancamento, a pequena Natasha ficou sem andar, falar e necessita de sonda para se alimentar

Mariane Rodrigues, com Metrópoles
04/03/2022 às 3:52 • Atualizada em 05/03/2022 às 9:33 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
A mãe e o padrasto de uma criança foram condenados a seis e oito anos de prisão, respectivamente, por espancar a menina, hoje com 3 anos, e deixá-la em estado vegetativo. O caso ocorreu em Senador Canedo, Região Metropolitana de Goiás, em fevereiro de 2020. O julgamento, que resultou na condenação, ocorreu nessa quinta-feira (3).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Devido ao espancamento, a pequena Natasha teve grave dano neurológico. Assim, ela ficou sem andar, falar e tem que se alimentar por meio de uma sonda. De acordo com as investigações, Renato de Paula Santos, o padrasto, seria o responsável pelas agressões, enquanto a mãe, Letícia Sobrinho da Cruz, teria presenciado a cena e não fez nada para impedi-la.
Leia também
“Dei uma surra”
Pouco depois de espancar Natasha, na manhã de 16 de fevereiro de 2020, Renato foi até uma mercearia vizinha e disse para o proprietário que tinha “dado uma surra” na criança de 3 anos.
Algumas horas depois, no mesmo dia, no horário de almoço, Natasha começou a ter convulsões. Renato saiu gritando por ajuda enquanto o bebê se contorcia no colo de Letícia.


Davi Alcolumbre bate o pé e critica pressão por CPI do Master: “Palanque Eleitoral”

Influenciador é preso em operação contra o Comando Vermelho

Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió
Natasha foi levada até uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Senador Canedo e em seguida transferida para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), em Goiânia. O estado de saúde era grave, com traumatismo craniano. Mais tarde, após cirurgia, o laudo foi de “sequela neurológica definitiva”.
O caso só foi parar na polícia quase um mês depois da agressão, quando o pai biológico de Natasha descobriu toda a violência. Ele então decidiu registrar um boletim de ocorrência.
Defesa
Durante o julgamento do crime, Renato afirmou perante o juiz que não agrediu a enteada de 3 anos. Ele colocou a culpa na companheira, Letícia, que teria cometido a violência durante o banho da bebê.
Letícia apresentou a versão de que a criança a xingou no banheiro e por isso bateu com a cabeça da filha na parede. Para o Judiciário, a mãe tentou acobertar o companheiro, que tinha antecedentes criminais.