Rio negocia cessão de outro quiosque a família de congolês
Parentes alegaram à prefeitura do RJ que estão com medo de trabalhar na Barra da Tijuca, local onde jovem foi brutalmente assassinado
Rio de Janeiro – A Prefeitura do Rio de Janeiro aceitou negociar a cessão de outro quiosque à família de Moïse Kabagambe, brutalmente assassinado no dia 24 de janeiro, na Barra da Tijuca, na zona oeste. A família do congolês alega que está com medo de trabalhar no mesmo local onde o jovem de 24 anos foi morto.
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Os parentes desistiram de assumir o estabelecimento. A concessão dos quiosques Biruta e Tropicália foi feita à família do congolês, pela prefeitura do Rio, na última segunda-feira (07/02). Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes e o secretário de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo, formalizaram a entrega da concessão que iria valer até o ano de 2030.
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Por meio de nota ao Metrópoles, a Secretaria da Fazenda do Rio informou que está em contato com a família do congolês. Os detalhes serão discutidos com a Orla Rio, concessionária que administra os quiosques.
“A Prefeitura do Rio está em contato com a família de Moïse e discute a melhor solução para eles. Não vemos impedimento para que assumam um outro quiosque, se assim desejarem, podendo ser no Recreio, Parque Madureira ou até mesmo no Cais do Valongo. Os detalhes estão sendo discutidos em conjunto com a Orla Rio, concessionária que administra os quiosques”.


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Questão de segurança
Ao portal G1, o irmão de Moïse, Djodjo Kabagambe, disse que a família desistiu da proposta por medo.
“A gente decidiu que não vamos (aceitar o quiosque da Barra) por conta da segurança. E se tiver outra proposta, de outro quiosque, a gente aceita. Mas desde que seja em outro lugar”, disse Djodjo.
Rodrigo Mondego, procurador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que acompanha o caso, informou ainda que a ideia da família é marcar uma conversa com a prefeitura e a Orla Rio na próxima segunda-feira (15/2).
Morte violenta
Moïse foi assassinado no último dia 24 de janeiro, após cobrar dívida de R$ 200 por um trabalho feito para o dono do quiosque. O jovem foi atingido por pauladas na cabeça e nas costas, além de socos e chutes em diversas partes do corpo. Três homens acusados de espancar e matar o congolês foram presos.
