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Estudo mostra morte de 16,9 milhões de animais no Pantanal

Incêndios atingiram pelo menos um quinto da região em 2020. O Pantanal é dono da maior área úmida tropical do mundo

Estima-se que os incêndios ocorridos no Pantanal no ano passado tenham matado ao menos 16,9 milhões de animais. Em meio a um ano de seca histórica em toda a América do Sul, as chamas atingiram pelo menos um quinto da região, que é dona da maior área úmida tropical do mundo.

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O estudo foi publicado nesta quinta-feira (16/12) pela revista Nature. O levantamento foi feito por 30 pesquisadores de órgãos públicos brasileiros, de universidades e de organizações não governamentais, e mostra que a maior parte das mortes foi de cobras, principalmente aquáticas, que teriam chegado a aproximadamente 9 milhões.

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O ecossistema, que abriga uma vasta biodiversidade, sofreu no ano de 2020 os piores incêndios da história do local. Os animais mais afetados foram pequenas cobras e roedores.

Para estimar quantos vertebrados morreram, Walfrido Tomas, do instituto de pesquisas Embrapa Pantanal, realizou pesquisas em campo nas áreas queimadas até 48 horas após os incêndios. Ao todo, foram encontradas 302 carcaças.

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Além das cobras e roedores, tartarugas, uma sucuri, tatus e vários primatas foram vistos mortos. Embora não tenham encontrado onças, sabe-se que alguns dos felinos foram queimados pelos incêndios.

A pesquisa concluiu, portanto, com base em cálculos estatísticos, que um total de 16,9 milhões de animais foram vítimas das chamas. Tomas alerta, entretanto, que o número é “provavelmente subestimado” porque muitos vertebrados teriam morrido de ferimentos depois.

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