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Travesti morta por facção teria comercializado drogas para grupo rival, diz PC

Caso ocorreu em outubro deste ano, na BR-104, na cidade de Rio Largo; autor dos disparos foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil

A travesti conhecida socialmente com Joana D'Arc, morta por disparos de arma de fogo na BR-104, em Rio Largo, no mês de outubro, teria envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo as investigações da Polícia Civil (PC), a trans teria comercializado drogas ilícitas para um grupo rival, por isso foi assassinada pela facção criminosa, que não aceitava que a vítima vendesse drogas naquela região. Suspeito foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e por meio que impossibilitou a defesa da vítima.

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Conforme o delegado Lucimério Campos, titular da Delegacia de Homicídios de Rio Largo, Joana D'Arc estava levando drogas ilícitas do Conjunto Antônio Lins, onde residia, para serem comercializadas no Conjunto Jarbas Oiticica, residenciais que ficam situados às margens da BR-104, em Rio Largo.

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O delegado disse, ainda, que é de conhecimento público que existe uma disputa territorial entre esses dois conjuntos habitacionais, estimulada pela influência de facções criminosas rivais, o que teria causado a morte de Joana D'Arc.

Ainda segundo o delegado, a facção ligada ao Antônio Lins determinou que um indivíduo ligado à organização criminosa, morador do conjunto, praticasse o crime.

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"No dia 25 de outubro passado, a vítima foi vista pelo criminoso saindo de casa, oportunidade na qual ele a perseguiu, montado em uma bicicleta e fez disparos de revólver calibre 38 contra ela. Atingida, Joana D'Arc tombou às margens da rodovia BR-104, no trecho de acesso ao Conjunto Antônio Lins, local onde veio a óbito", acrescentou o delegado.

O autor dos disparos se apresentou na Delegacia de Homicídios de Rio Largo, acompanhado por advogado, sendo interrogado. "Questionado sobre o crime, o investigado usou o direito constitucional ao silêncio. Ao final, foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e por meio que impossibilitou a defesa da vítima.", afirmou Lucimério Campos.

O inquérito, agora, será encaminhado ao Judiciário, com pedido de prisão do suspeito.

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