Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Mendonça usa acordos de leniência para driblar fama de lavajatista no Senado

Em busca de votos para ser aprovado a uma vaga na corte, ele costuma afirmar a senadores que não há mais espaço para punitivismo e que seu histórico não faz jus à tese de que é lavajatista

Indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-advogado-geral da União André Mendonça tem usado sua atuação em acordos de leniência firmados pelo governo para desconstruir a fama de que seria um defensor dos métodos da Lava Jato.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

Em busca de votos para ser aprovado a uma vaga na corte, ele costuma afirmar a senadores que não há mais espaço para punitivismo e que seu histórico não faz jus à tese de que é lavajatista.

Leia também

Como exemplo, cita o fato de nunca ter deixado vazar dados contra as empreiteiras que fizeram acordo para revelar esquemas de desvios de verba em troca de benefícios perante a Justiça.

"O garantismo é um princípio básico do direito. O respeito aos direitos e às garantias individuais está estreitamente ligado ao respeito à própria democracia", afirmou à reportagem o escolhido do presidente Jair Bolsonaro para compor o órgão de cúpula do Judiciário.

Shorts Youtube
Play
Aproximação existe, mas anúncio de aliança entre JHC e Alfredo Gaspar segue pendente

Aproximação existe, mas anúncio de aliança entre JHC e Alfredo Gaspar segue pendente

Play
Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Carlos critica falta de recai da direita sobre empresa do PCC em Goiás

Play
Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro

Play
Ex-prefeito cita motivos que o levaram a romper antiga aliança com sucessor

Ex-prefeito cita motivos que o levaram a romper antiga aliança com sucessor

Play
Em reunião, integrantes do PL cobram posição clara de JHC sobre a direita

Em reunião, integrantes do PL cobram posição clara de JHC sobre a direita

A trajetória marcada pelo apoio à prisão em segunda instância, uma das principais bandeiras da Lava Jato, tem sido um dos principais argumentos dos congressistas contrários à indicação de Mendonça.

Outro fato que ajudou a reforçar a ideia propagada por senadores foi a divulgação de mensagens hackeadas de integrantes da operação publicadas pelo site The Intercept, que dão a entender que ele teria se comprometido em defender a competência da Justiça Federal para investigar casos de lavagem de dinheiro associados a crimes eleitorais, outra causa da Lava Jato.

Aos senadores, porém, Mendonça tem rechaçado essa visão e afirmado que jamais compactuou com os erros das operações de combate à corrupção iniciadas na 13ª Vara Federal de Curitiba sob a batuta do ex-juiz Sergio Moro.

De forma enfática, ele afirma que irá respeitar as garantias dos investigados e que diverge de ações midiáticas para desgastar a classe política.

Essa linha de argumentação também deve ser seguida na sabatina, que ainda não tem data para ocorrer por causa da resistência do presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre (DEM-AP), em relação ao seu nome.

"O Estado democrático de Direito nasce justamente com o propósito de garantir direitos fundamentais a todo cidadão, inclusive no âmbito do processo judicial", disse Mendonça.

O exemplo citado para desfazer a imagem que tem gerado obstáculos à sua aprovação é o dos acordos de leniência, uma espécie de delação premiada para empresas. Apesar de ser um tema que não abrange o direito criminal, envolve diretamente as empreiteiras atingidas pela Lava Jato.

Em 2017, quando era assessor especial do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União, Mendonça foi um dos protagonistas nas negociações dos primeiros acordos dessa natureza firmados pelo governo, principalmente em relação à UTC Engenharia e à Andrade Gutierrez.

Isso garantiu à UTC, por exemplo, uma autorização para que pudesse voltar a fechar contratos com estados e municípios - o Executivo federal ficou de fora porque havia uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) no sentido contrário.

Além disso, na época o governo também retirou da Justiça ações de improbidade que havia proposto contra a empresa. Em troca, os responsáveis pela empreiteira revelaram esquemas de desvios em obras públicas e devolveram R$ 574 milhões aos cofres do Estado.

No caso da Andrade Gutierrez, os termos do acordo foram similares. A empresa revelou a existência de fraudes em 54 contratos e se comprometeu a devolver R$ 1,49 bilhão.

O fato de advogados garantistas que participaram das leniências elogiarem sua atuação nessas negociações, até o momento, porém, não tem sido suficiente para quebrar a resistência de senadores.

Alcolumbre concentra o poder de marcar a data da sabatina e a votação de seu nome na comissão. Em conversas reservadas, o ex-presidente do Senado demonstra preferência por Augusto Aras, procurador-geral da República, que já liderou o enfrentamento da Lava Jato dentro do Ministério Público Federal.

Além disso, o senador costuma afirmar que o governo não cumpriu promessas feitas na campanha à sua sucessão à frente da Casa Legislativa que culminou na vitória de seu aliado e então candidato mais próximo ao Palácio do Planalto, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Bolsonaro, no entanto, não tem entrado no jogo dos senadores e não fez nenhum gesto em direção a Alcolumbre ou ao Senado como um todo para destravar a indicação de Mendonça.

Os pedidos de integrantes do STF para que a composição da corte fique completa o quanto antes, o trabalho de líderes evangélicos em favor do escolhido do presidente e a articulação de líderes governistas no Senado, porém, fizeram aumentar a pressão contra o presidente da CCJ nos últimos dias.

Ele ainda não bateu o martelo sobre a data que pautará a sabatina, mas a avaliação é que será inevitável levar o tema à apreciação dos colegas mais cedo ou mais tarde.

Outro problema para Mendonça, contudo, é de onde partem os apoios que ele tem recebido. No STF, os mais empenhados em ver seu nome aprovado são o presidente da corte, Luiz Fux, e o ministro Luís Roberto Barroso.

Ambos lideram a ala favorável à Lava Jato no Supremo, o que tem reforçado a imagem lavajatista de Mendonça perante os senadores.

Um temor da classe política, por exemplo, é que Fux aproveite a presença de Mendonça no tribunal para levar novamente a julgamento a discussão sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

O Supremo derrubou a execução antecipada de pena em 2019 e retomou a regra de que os investigados só podem ser presos após condenação definitiva, sem possibilidade de recurso, em último grau.

O placar do julgamento, porém, foi 6 a 5, com voto contrário à prisão em segunda instância de Marco Aurélio, que deixou o tribunal em julho.

Como Mendonça entrará, caso seja aprovado, nesta vaga, o voto dele poderia reverter a jurisprudência da corte sobre o tema. E há um temor que Fux, ferrenho defensor da Lava Jato, siga esse caminho.

Nos bastidores, inclusive, o empenho do presidente do STF por Mendonça tem sido lido como um prenúncio de que retomará debates favoráveis à operação caso o indicado de Bolsonaro tenha o nome avalizado pelo Senado.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas