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PC vai abrir inquérito para apurar denúncias de fraude no concurso da Polícia Militar de AL

Inscritos dizem que gabarito foi vendido no valor de R$ 10 mil; investigações serão acompanhadas pelo Ministério Público Estadual

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) informou, na tarde desta segunda-feira (13), que vai abrir um inquérito para apurar as denúncias de compra de gabarito na prova do concurso público da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), realizado no dia 15 de agosto de 2021.

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Para dar início ao processo de investigação, uma comissão com quatro delegados foi formada. Além disso, agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) atuarão no caso. Até o momento, segundo a polícia, uma prova e três aparelhos celulares foram apreendidos.

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As investigações serão acompanhadas pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL), que, anteriormente, afirmou que também iria apurar a suposta fraude. No entanto, o órgão ministerial, que, desde o fim de semana, tem recebido um grande volume de relatos acerca de irregularidades cometidas ao longo do processo seletivo, só poderá determinar o que será feito após a conclusão do inquérito policial.

A diretoria de comunicação do MPAL ainda disse que os informes que chegaram serão encaminhados à coordenação da Promotoria da Fazenda Pública Estadual e, em seguida, serão distribuídos para o promotor que irá comandar a apuração.

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Além do órgão ministerial e da PC/AL, a SSP determinou que as supostas irregularidades sejam investigadas. O setor de Inteligência foi acionado para abrir o procedimento investigatório. Se o conteúdo das denúncias for comprovado, os responsáveis poderão ser presos e excluídos do certame.

COMPRA DE GABARITOS

Os candidatos do concurso público da PM/AL denunciaram que aprovados teriam comprado o gabarito do exame. Em áudios que circulam nas redes sociais, os candidatos dizem que, entre os aprovados, há filhos de criminosos, presidiários ou ex-presidiários. As informações ainda dão conta que um dos aprovados possui sete passagens pela polícia e teria sido preso novamente nos últimos dias.

À Gazetaweb, os candidatos relataram que as pessoas envolvidas na compra dos gabaritos teriam sido aprovadas na primeira prova, mas não na segunda. E que alguns realizaram apenas o exame para soldado porque não era preciso fazer a prova de redação. Ainda segundo eles, das 120 questões das provas, os envolvidos no esquema teriam respondido 100, acertando todas elas.

Segundo relatos de alguns inscritos, ao gabarito da prova teria sido vendido ao preço de R$ 10 mil. O pagamento incluía R$ 40 mil, a serem parcelados quando o policial estivesse formado. Além da suspeita da venda do gabarito, os candidatos que cumpriram todas as exigências e estariam em conformidade com o edital denunciam que uma grande quantidade de inscritos foi aprovada, mas, sequer, completou o Ensino Fundamental.

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