MPAL vai apurar denúncias de fraude no concurso da Polícia Militar

Órgão tem recebido, desde o fim de semana, um grande volume de relatos acerca de possíveis irregularidades cometidas ao longo do processo seletivo e vai abrir procedimento para investigá-las

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que vai apurar as denúncias de fraude no concurso da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). O órgão tem recebido, desde o fim de semana, um grande volume de relatos acerca de possíveis irregularidades cometidas ao longo do processo seletivo e vai abrir procedimento para investigá-las.

De acordo com a diretoria de comunicação do MP, os informes que chegaram serão encaminhados à coordenação da Promotoria da Fazenda Pública Estadual. De lá, será feita a distribuição ao promotor que irá comandar a apuração.

O promotor Jamil Barbosa informou, à Gazeta, que já estão em processo de investigação outras demandas envolvendo o mais recente concurso da PM. Elas dizem respeito à taxa de pagamento das inscrições e outras situações do âmbito cível.

“Agora, como se trata de uma denúncia de que houve fraude, na compra de gabaritos, o Ministério Público vai investigar se, de fato, houve crime e quem podem ser os envolvidos. Caso seja confirmada a prática, o processo retorna à Fazenda Pública Estadual, de onde poderemos nos posicionar, inclusive, sobre pedido de anulação, como está sendo cogitado”.

Além da suspeita da venda do gabarito, os candidatos que cumpriram todas as exigências e estariam em conformidade com o edital denunciam que uma grande quantidade de inscritos foi aprovada, mas, sequer, completou o Ensino Fundamental.

Segundo relatos de alguns inscritos, as respostas foram vendidas ao preço de R$ 10 mil. O pagamento incluía R$ 40 mil, a serem parcelados quando o policial estivesse formado.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) determinaram investigações e prometeram eliminar os candidatos envolvidos em possíveis fraudes.