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Deputado faz novo pedido para instalação de CPI da Saúde após denunciar supersalário de braço direito de Ayres

Davi Maia diz que há elementos suficientes, com indícios de inúmeras irregularidades sendo cometidas pela Secretaria de Estado da Saúde

Diante da nova denúncia que fez sobre o pagamento do supersalário de R$ 70 mil ao secretário-executivo de Saúde, Marcos André Ramalho, o deputado estadual Davi Maia (DEM) fez um apelo aos colegas de Parlamento para que se instale uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] para investigar os gastos do Governo do Estado na pandemia de Covid-19. Ramalho é braço direito do secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres.

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Os documentos que comprovariam as denúncias do supersalário estão disponíveis no portal da Transparência e em outros sites do governo do Estado.

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Segundo ele, há elementos suficientes, com indícios de inúmeras irregularidades sendo cometidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), passíveis de serem investigadas com profundidade. Ele propõe, inclusive, que, no âmbito de uma possível CPI, peça-se a quebra do sigilo bancário do sargento Ramalho.

Pelo regimento interno, uma CPI somente é instalada com a anuência de, pelo menos, nove deputados. Maia fez uns cálculos e diz contar com o apoio concreto do deputado Cabo Bebeto (PTC) e de outros três que sinalizaram concordar com a proposta. Ele não revelou o nome dos deputados simpáticos à ideia.

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O fato é que a oposição na Casa de Tavares Bastos não tem a força dos governistas. E isto ficou bastante claro nesta quarta-feira (18), quando Davi Maia fez a denúncia da suposta irregularidade na Sesau, mas os discursos da bancada aliada de Renan Filho (MDB) se articulou para desmontá-la e apequená-la. Inúmeros parlamentares saíram em defesa da equipe liderada por Alexandre Ayres, na Saúde.

Mesmo assim, o opositor ao governo pediu apoio dos colegas para abrir o que ele considera ser a ‘caixa-preta’ da Sesau. “A Assembleia Legislativa tem altivez para apurar. Não vamos passar esta responsabilidade a outros órgãos, e aqui precisamos saber o que está sendo feito com a verba destinada para o combate à Covid. Chegou o momento de darmos resposta à sociedade e de esta Casa ficar maior ainda”, afirmou Davi Maia.

Segundo ele, há documentos que seu gabinete teve acesso contendo escalas de vários servidores que seriam ligados à cúpula da secretaria. “São mais de 20 pessoas com rastro duvidoso que estão na folha de pagamento da Sesau. É necessário esclarecer como o órgão está lidando com a verba transferida pelo governo federal para enfrentamento da pandemia”.

Em nota, a Sesau negou qualquer irregularidade, declarando que todos os profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19 estão recebendo salários "dentro da média do mercado". O pronunciamento não esclarece, no entanto, as acusações feitas por Davi Maia acerca de possíveis irregularidades na jornada de trabalho do sargento Ramalho. Confira:

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL) esclarece que todos os profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19 estão recebendo salários dentro da média do mercado desde o início da pandemia. Não há caso individual, exceções ou favorecimento sejam enfermeiros, médicos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, entre outros. Assim como não há qualquer tipo de ilegalidade no processo de remuneração desses quase 4000 profissionais que estão há 18 meses trabalhando incansavelmente para salvar vidas. O Estado de Alagoas obteve um dos melhores resultados do Brasil no enfrentamento à doença e não mediu esforços para que não houvesse escassez de profissionais de saúde e para que todos eles tivessem as melhores condições de trabalho na batalha contra um vírus desconhecido.

A Gazetaweb, por sua vez, procurou o secretário-executivo, mas, até o momento, ele não se posicionou sobre as denúncias apresentadas por Maia no plenário da Casa de Tavares Bastos.

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