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Luiz Francisco reclama de nota na final: "Consegui colocar mais uma manobra e pontuação foi menor"

Skatista brasileiro compara volta que lhe rendeu 83.14 pontos na final com a volta da classificatória, em que fez 84.31 pontos. Americano leva o bronze com 84.13

Luiz Francisco bateu na trave. Faltou menos um ponto para o brasileiro entrar no pódio olímpico da modalidade park nesta quinta-feira, onde faria companhia ao medalhista de prata Pedro Barros. Depois da competição em Tóquio, o skatista de apenas 21 anos não escondeu a frustração com a nota da última volta, que por muito pouco não o colocou com a medalha no peito.

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Depois de liderar a fase classificatória para a final, Luiz cravou 83.14 na terceira e última volta da decisão, e comemorou bastante antes do anúncio da pontuação. O americano Cory Juneau tinha 84.13. Mas aí veio a nota e ficou faltando 0.01. Ele reclamou que a volta foi melhor que na fase anterior, quando teve 84.31.

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- Minha última volta foi igual à da eliminatória, até melhor, que dei um 540° no fundo, então consegui colocar mais uma manobra e pontuação foi menor. Não entendi, né? Esperava que fosse maior a pontuação, porém não é (culpa) deles, da última vez a gente fez o protesto, viralizou e tudo mais, e continua sendo deles, então a gente tem que respeitar, erguer a cabeça e tentar ir para o próximo. Paris 2024 está aí logo logo, só três aninhos e a gente continua nessa busca.

Luiz Francisco não quis comparar a sua volta a com volta que deu a maior pontuação a Cory Juneau. Ele ressaltou que o questionamento era em comparação à própria volta dele na fase classificatória.

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- Melhor que a dele, não sei, o skate é muito subjetivo para falar "a minha foi melhor que a dele". Achei que minha pontuação seria mais alta pelo meu rolê, não digo em comparação com a dele. Achei que vir de uma eliminatória com 84, fazer a mesma, até melhorar, e tirei 83? Na minha cabeça ficou estranho. Posso rever o vídeo depois, posso mudar de opinião, porém, momentaneamente, com a primeira impressão que tenho, é que seria maior.

Apesar da crítica à nota, Luiz ressaltou a importância de ter chegado à final diante de todas as complicações físicas que teve até ali. Ele não escondeu que ficou emocionado em participar desse dia histórico para o skate brasileiro.

- Ah, cara, vou ficar frustrado? Não tem nem por quê, não tem mais nem o que fazer também, vou ter agora que buscar melhorar minha condição física. Estou realmente mal, uma hora opera isso, outra hora opera aquilo, e continuei me machucando essa semana, desloquei meu ombro três vezes, andei todo amarrado e acho que foi uma superação já ter chegado na final. Cheguei aqui como um dos favoritos, porém, minha condição física não me deixou buscar mais porque minha cabeça ficou muito abalada. Porém, fazer parte da final, chorei com o Vovô conversando, com o Alisson que é o fisioterapeuta, chorei com o Duda presidente, porque foi uma superação estar na final. Consegui fazer o meu melhor.

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