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Variante Delta: Rio Grande do Sul investiga dois casos suspeitos

É a primeira vez que casos suspeitos dessa linhagem do vírus, identificada originalmente na Índia, são observados no Rio Grande do Sul, afirma comunicado da Secretaria da Saúde do Estado

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) do Rio Grande do Sul anunciou nesta segunda-feira, 12, que vai enviar à Fiocruz, no Rio, amostras de dois prováveis casos identificados no Estado da variante Delta do novo coronavírus. É a primeira vez que casos suspeitos dessa linhagem do vírus, identificada originalmente na Índia, são observados no Rio Grande do Sul, afirma comunicado da Secretaria da Saúde do Estado.

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De secreção de naso-faringe, as amostras já passaram por testes preliminares no Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) e no Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT). Mas eles não são considerados conclusivos.

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Os testes que vêm sendo aplicados pela Secretaria da Saúde indicam apenas se determinada amostra é uma provável VOC (variante de preocupação, da sigla em inglês) com base na identificação genes específicos que são diferentes entre os tipos de vírus.

Na Fiocruz, as amostras serão submetidas a exames mais detalhados para confirmação ou não da variante Delta. O material passará por um sequenciamento genômico, que fornece detalhes do perfil de mutações e classifica a linhagem de cada amostra com precisão.

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Os casos suspeitos, de acordo com a Secretaria, referem-se a um morador de Gramado e outro de Santana do Livramento. Além desses dois casos de prováveis Delta, três possíveis casos da variante Alfa, identificada originalmente no Reino Unido, foram identificados e estão em investigação para confirmação.

Na última quinta-feira, 7, o governo de São Paulo afirmou que a variante Delta já é autóctone no Estado. Ou seja, ela já está circulando em pessoas que não tiveram histórico de viagem, nem contato com alguém que tenha viajado no período recente.

Por que a variante Delta gera preocupação?

A preocupação com a rápida disseminação da variante Delta vem forçando um número crescente de países a impor novamente medidas restritivas mais rigorosas na tentativa de impedir que uma nova onda da covid-19 atrapalhe os esforços globais para conter a pandemia e a retomada da normalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa circula por 104 países.

Detectada pela primeira vez em fevereiro na Índia, a variante Delta se tornou uma preocupação global nos últimos meses. Devido à acelerada transmissibilidade, a cepa gera temores de sobrecarga nos sistemas de saúde e ameaça reverter planos de reabertura mundo afora.

Responsável por 91% dos casos no Reino Unido e 96% em Portugal, a variante também avança na Alemanha, França e Espanha, de acordo com uma análise do Financial Times do fim do mês passado. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) aponta que a cepa é responsável por 10% dos casos no País. A B.1.617.2, nome original da variante, também está presente na Oceania e África.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em maio, classificou a Delta e suas sublinhas como “variantes de preocupação”. A designação significa que uma variante pode ser mais transmissível ou causar doenças mais graves, não responder ao tratamento, evitar a resposta imune ou não ser diagnosticada por testes padrão.

Especialistas atrelam a variante à onda de infecções que abalou a Índia no primeiro semestre. No pior dia da pandemia no País, a Índia chegou a concentrar 49% dos infectados e 28% dos óbitos do mundo em 24h, foram 3.980 mortes.

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