Israel e Palestina aprovam cessar-fogo após dez dias em confronto
Mediado pelo Egito, acordo de paz será iniciado às 2 horas de sexta-feira (20 horas em Brasília)
Um cessar-fogo "mútuo e simultâneo", mediado pelo Egito, será iniciado às 2 horas de sexta-feira (20 horas de quinta-feira em Brasília), anunciaram Israel e o Hamas nesta quinta-feira (20). A maior escalada de violência na região teve início no dia 10, e deixou pelo menos 244 mortos em dez dias, sendo 232 em Gaza e 12 em Israel.
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Um acordo vinha sendo tentado há dias, com pressão internacional principalmente sobre Israel, embora o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continuasse afirmando que continuaria a ofensiva até devolver “calma e segurança” aos cidadãos israelenses.
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Após várias conversas com Netanyahu, nesta quinta-feira o presidente dos EUA, Joe Biden, falou por telefone com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, segundo a Casa Branca. O Egito foi o interlocutor nas negociações por ter acesso ao Hamas.
Na quarta-feira, uma autoridade graduada do Hamas disse que esperava que Israel e os militantes de Gaza chegassem a um cessar-fogo "dentro de um ou dois dias". "Acredito que os esforços contínuos em relação ao cessar-fogo terão sucesso", afirmou Moussa Abu Marzouk, do Hamas, durante uma entrevista à TV al-Mayadeen, do Líbano.


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O comunicado israelense deixa claro que a paz, porém, pode ser temporária.
Leia a seguir:
"O Gabinete de Segurança se reuniu esta noite. O Gabinete de Segurança Política aceitou unanimemente a recomendação de todos os agentes de segurança, o chefe do estado-maior, o chefe do Shin Bet (agência de segurança interna), o chefe do Mossad (inteligência estrangeira) e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, para aceitar a iniciativa egípcia de um cessar-fogo incondicional bilateral, que entrará em vigor em uma data posterior.
O chefe do Estado-Maior, o escalão militar e o chefe do GSS revisaram perante os ministros as grandes conquistas de Israel na campanha, algumas das quais sem precedentes.
O escalão político enfatiza que a realidade concreta determinará a continuação da campanha”.
