Como treinar seu cérebro para hábitos melhores
Pense bem: todo mundo tem um hábito que gostaria de eliminar da sua vida. Tenho certeza que algo veio em sua mente neste momento. Aquele hábito que você vem carregando por longo tempo, que você não se orgulha de ter e que possivelmente já tentou se livrar várias vezes e não conseguiu ainda. Talvez tenha até conseguido por um tempo, mas voltou. E voltou com força total. Por isso, há pessoas que até cansam de tentar e desistem. Esse é seu caso? Então, vamos ver uma forma de resolver.
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Para começar, você deve ter em mente que o ideal não seria eliminar um hábito ruim, mas sim substitui-lo por um hábito melhor. Vou explicar: se você simplesmente tenta retirar um hábito ruim sem colocar outro no lugar, terá a sensação de vazio, de que algo está faltando. E é nessa hora que você volta ao hábito ruim, pela simples automaticidade de seu cérebro em realizar o já conhecido e confortável hábito ruim, com quase nenhum esforço.
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Ao substituir um hábito com essa estratégia, você estará implementando um hábito bom ao mesmo tempo que elimina um hábito ruim. Mata dois coelhos com uma única cajadada. A questão agora é: que hábito bom irei usar para substituir mais facilmente um hábito ruim?
A escolha desse hábito bom deve estar na mesma categoria do hábito ruim, para que você não fuja tanto da sua rotina e não aumente a chance de fracasso. Por exemplo, se você quer eliminar o hábito de comer um doce rico em açúcar, como sobremesa após o almoço, a ideia não seria simplesmente não comê-lo, mas sim incluir o hábito bom de comer outra coisa mais saudável, como fruta ou até café expresso.


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Entendido isso, vamos para a próxima etapa. Segundo o professor e pesquisador de hábitos e comportamentos da Universidade de Stanford, B. J. Fogg, nós devemos levar em consideração três elementos para que um hábito aconteça. Um deles é a motivação para executar esse hábito. Quanto maior a motivação, maior a probabilidade para eu executar essa ação. O segundo é a capacidade de execução. Quanto mais fácil for executar esse hábito, maior a possibilidade de fazê-lo. E o terceiro, por fim, é o gatilho, aquela deixa, aquele empurrãozinho. Sem esse gatilho, não adianta nem motivação, nem capacidade, pois simplesmente nada acontece.
Anotou tudo? Coloque na sua lista: você buscará um hábito substituto para aquele hábito que você quer eliminar. Depois, irá monitorar motivação e capacidade, facilitando o caminho para a execução do seu hábito, como, por exemplo, colocar a mochila com a roupa de academia já dentro do carro, para você não desmotivar de ir para a academia quando sair do trabalho. Por fim, ache um bom gatilho, o estimulo adequado para a ação, que dê start no seu novo hábito. Esse gatilho pode ser um parceiro de atividade ou um lembrete no celular, por exemplo. Algo que não permita você procrastinar.
Agora é com você. Coloca em prática essas dicas e depois me conta como foi a execução desse novo hábito. Quero saber dos resultados que você obteve. Se você me procurar, vou te ajudar. E seja bem-vindo a bons novos hábitos.
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
