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Pandemia da Covid-19 fecha mais de 850 estabelecimentos comerciais em Alagoas

Levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

Levantamento divulgado nessa segunda-feira (1º), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que 870 estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios fecharam as portas em Alagoas, no ano passado. De acordo com a entidade, o saldo negativo foi influenciado, significativamente, pela primeira onda da pandemia de coronavírus.

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Em todo o País, 75 mil estabelecimentos comerciais encerraram as atividades em 2020. Todas as unidades da federação tiveram saldo negativo, com destaque para São Paulo, que registrou o fechamento de 20,3 mil lojas, Minas Gerais (9,55 mil) e Rio de Janeiro (6,04 mil).

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Em nota, a CNC ressalta que as consequências econômicas da crise sanitária sobre o comércio varejista se fizeram sentir nas semanas imediatamente seguintes à decretação da pandemia global. “Em março, houve recuo de 14,4% no volume de vendas em relação a fevereiro e, no mês seguinte, um novo tombo histórico foi registrado (-17,7% na comparação entre os meses de abril e março).”, disse a confederação.

A CNC destaca, ainda, que, na primeira metade do ano, quando o índice de isolamento social chegou a atingir 47% da população, as vendas recuaram 6,1% em relação a dezembro de 2019.

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“Na segunda metade do ano, quando se iniciou o processo de reabertura da economia e foram registrados os menores índices de isolamento desde o início da crise sanitária, as vendas reagiram, avançando 17,4%”, diz a nota da confederação.

O levantamento aponta, no entanto, que a população ainda manifesta algum grau de dependência do consumo presencial, o que traz desafios para 2021.

A imprecisão dos prognósticos envolvendo a evolução da campanha de vacinação também gera incertezas. “O cenário para os próximos meses ainda se revela incerto quanto à magnitude da retomada do consumo presencial”, destaca a CNC.

Segundo a entidade, tal incerteza se encontra diretamente associada à evolução da crise sanitária e seus impactos sobre o nível de isolamento social da população. Desse modo, a CNC projeta três cenários, associando este índice à evolução das vendas no varejo ampliado e à recuperação do saldo de lojas ao longo de 2021.

“No cenário básico, levando-se em conta esse quadro e a defasagem existente entre o crescimento das vendas e a natural contrapartida na abertura de novos pontos de venda no varejo nacional, a entidade projeta redução de cinco pontos percentuais no índice de isolamento social da população até o fim de 2021, em relação a dezembro de 2019”, projeta.

Neste caso, diz a CNC, as vendas acusariam avanço de 5,9% ante 2020, e o setor seria capaz de reabrir 16,7 mil novos pontos de venda este ano. “Em um cenário alternativo mais otimista, no qual o isolamento social retornaria aos níveis pré-pandemia (30% da população), o volume de vendas cresceria 8,7% ante 2020 e 29,8 mil estabelecimentos com vínculos empregatícios seriam abertos ao longo do ano”, acrescenta.

A entidade ressalta que, num quadro mais pessimista, no qual o confinamento da população se mantivesse ligeiramente abaixo do patamar observado em dezembro do ano passado, o saldo entre abertura e fechamento de lojas fecharia o ano positivo em 9,1 mil unidades.

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